Qual a sua fama na cama?

Direito ou Música? Caso ou fico solteiro? Mudo de emprego ou fico aqui? Arrisco uma mudança de vida agora, ou “aguardo melhor oportunidade”? A vida, constantemente, nos apresenta dilemas. Muitas escolhas que fazemos são para a vida inteira. Mais que isso, nossas escolhas determinam o que somos, ou quem nos tornaremos. E quanto maior a importância da decisão, maior a dificuldade em se definir.

Há pouco mais de um ano, depois de um longo processo de reflexão, Melissa, minha esposa, e eu decidimos largar nossos empregos, vender quase tudo o que tínhamos e nos mudar para o Uruguai. Estávamos insatisfeitos com a vida que levávamos, sobretudo depois que aquele “bom emprego” passou a nos impedir de estar com nosso filho recém-nascido. Queríamos ficar mais tempo juntos com ele e desconfiávamos que ele também queria ficar mais tempo conosco!

Um pouco antes, por alguma “casualidade”, estava lendo a biografia do Warren Buffett. Havia conseguido o livro de graça numa das bibliotecas populares do Açougue Cultural T-Bone em Brasília (sim, biblioteca popular patrocinada por um açougue). Para quem não se lembra, Buffet é um dos homens mais ricos do mundo, e seu processo de decisão, não só sobre investimentos, mas sobre qualquer aspecto da vida, se baseia em conceitos simples. Passa pela ideia do confronto entre seu “placar interno” versus seu “placar externo”. Segundo Buffettt, o que mais determina o comportamento das pessoas é o equilíbrio que cada um dá aos seus “placares”. Por exemplo, quem faz o que quer e não dá a mínima para o que os outros vão dizer, tem seu placar interno mais aguçado. Do outro lado, quem tem muito medo da opinião dos outros, e faz só aquilo que os outros esperam dele/dela, tem seu placar externo mais desenvolvido.

Para explicar o conceito, Buffett fazia a intrigante pergunta: Você preferiria ser bom de cama e ter fama de ruim, ou preferiria ser péssimo na cama e ter fama de bonzão?

Antes de se tornar multimilionário, Buffett passava por idiota ao comprar empresas quando todos estavam vendendo. Nos momentos de crise financeira, enquanto seus pares lamentavam perdas, ele se punha em êxtase, buscando possibilidades de investimentos. Ele era guiado por seu placar interno. Não se importava com a opinião dos outros, contanto que ele estivesse bem consigo mesmo. Todos querem ser aceitos socialmente, mas até que ponto devemos abrir mão de nós mesmos para sermos aceitos pelo grupo?

Essa pergunta e, obviamente, o conceito por trás dela, foi fundamental no meu processo de decisão familiar. Percebi que, em vez de ser feliz e bem-sucedido, estava mais preocupados em parecer feliz e bem-sucedido. E parecia que todos à minha volta viviam uma realidade parecida. Em grande medida, meu placar externo estava mais aguçado.

Warren Buffett deixa claro que as grandes decisões da vida devem ser guiadas pelo placar interno. Concordo com ele. Eu já tomei decisões importantes seguindo o placar externo, com medo de sair de minha zona de conforto. No entanto, ao decidir largar tudo e me mudar de país com um filho pequeno, tive que olhar pra dentro e aprender a dar mais valor ao meu placar interno. Hoje, vivendo em Montevidéu e desfrutando de tempo de qualidade com minha esposa e meu filho, pergunto-me por que não fiz isso antes!

Nesse processo, entendi que o que determina se uma escolha foi um grande acerto, ou um erro grosseiro, não são as circunstâncias externas, mas minha dedicação para atingir meus objetivos. O resto são desculpas para menos corajosos, ou meros obstáculos para os mais aguerridos.

Ah! Em retribuição ao insight recebido, antes de me mudar para o Uruguai, doei três grandes caixas de livros às bibliotecas culturais do T-bone, incluindo a biografia do Warren Buffett!

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Bruno Maciel
Bruno largou tudo, foi morar no Uruguai como a Melissa e o Martin, e criou o Blog Vida Borbulhante. Quer ter uma vida mais plena e interessante? Passe lá para conhecer. Curta o Blog no Facebook.



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