Por um amor contagioso, mas nunca infeccioso!

Se é para ter cuidado, se imunizar, contribuir com o destino, incrementar a sorte, que seja por um amor contagioso, vibrante, avassalador, febril. Aquele tipo de amor que revira o estômago, faz o coração perder o compasso e alma sonhar em cores e perfumes.

Um amor contagioso arrebata a vida, acolhe os amigos, é adotado pelas famílias, se integra e espalha, deixando sementes, criando raízes.

Fortalece as relações ao invés de ameaçá-las.

Adiciona seu toque individual e é reconhecido por isto.

Divide interesses, busca os pontos de contato. E se não forem muitos, cria novos, em nome do amor.

O contágio é saudável, a conquista é em doses crescentes, sem exageros nem intervalos demasiado grandes.

Um amor que contagia pela verdade, desde a incubação.
Esse é o amor que a gente espera inocular, inalar, absorver. E esse é o amor que a gente precisa oferecer, se estiver com a imunidade em dia.

O amor infeccioso é um tipo perigoso, que já chega destruindo defesas, separando elementos que antes conviviam bem, enfraquece e abate.

Esse tipo não é raro e geralmente se instala como uma gripe, derrubando todas as defesas.

O amor que infecciona é aquele que maltrata, que não se compadece com a dor, com o sofrimento, com as feridas expostas. Ele fica porque encontrou ambiente confortável, a despeito do mal estar do seu hospedeiro.

E vai minando as forças, se alimentando do que não lhe pertence, comprometendo a integridade e a sanidade de quem caiu de amores e permitiu o contágio.

Se for impossível evitar o amor doente, o contágio e a infecção, que a busca pelo combate à doença e reconquista da imunidade seja uma prioridade, uma real questão de sobrevivência e cura.

Uma vez restabelecidos, estaremos em plena forma para os bons e contagiantes amores que pairam no ar!

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Emilia Freire
Administradora, dona de casa e da própria vida, gateira, escreve com muito prazer e pretende somente se (des)cobrir com palavras. As ditas, as escritas, as cantadas e até as caladas.



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