O pior erro que você pode cometer nos seus projetos de vida

Pronto, nada de dúvidas cruéis. Dilemas existenciais. Conflitos filosóficos. Você finalmente tomou a decisão de mudar de vida. Chegar até aqui já foi um grande desafio. Tomar a coragem de dar o passo rumo a uma nova vida foi um processo e tanto. Você está de parabéns! O problema é que inúmeras pessoas chegam a esta etapa justamente por meio de uma atitude, que mais adiante, coloca tudo a perder. Veja bem, neste momento, elas não têm consciência que estão colocando tudo a perder. O anseio, a energia, a vibração pelo novo está no auge. Vão mudar de vida! Sua meta é ser mais feliz!

Depois de sofrer anos com a balança, finalmente, Joana decide iniciar uma dieta definitiva. Chega de viver incomodada com o peso! Ela vai emagrecer e sua meta é perder 10 quilos. Para isso, ela vai fazer exercícios todos os dias, seguir uma dieta regradíssima, recusar doces, frituras. Ao tomar essa decisão ela sente que está radiante. Consegue imaginar-se magra! Consegue imaginar-se tendo sucesso. Mas, ela está cometendo o mesmo erro crucial!

Ricardo depois de muito tempo sofrendo com dificuldades financeiras toma a decisão: fazer uma poupança. Chega de gastar indiscriminadamente. A meta dele é acumular dinheiro suficiente para ter mais tranquilidade de vida. Amanhã mesmo, começa a economizar!

E assim são inúmeras situações de vida. Quando tomamos decisões importantes e almejamos algo novo, traçamos uma meta. Nada de metas acadêmicas, quantificadas, com planos de ação. Estou falando das metas corriqueiras, aquelas que criamos todo final de ano, por exemplo. Aprendemos que traçar metas é bom, senão imprescindível. Mas, você já percebeu quantas resoluções de final de ano simplesmente não dão certo?!

A meta está completamente associada ao sonho. Ao imaginário do que gostaríamos de atingir, de ser. Queremos ter uma casa grande, viajar pelo mundo, encontrar o amor de nossa vida. Já pensou? V-i-a-j-a-r p-e-l-o  m-u-n-d-o, não parece incrível?! Finalmente encontrar A PESSOA para você! Não parece sensacional? Dá para sentir o alto astral dessas metas, o glamour, o sucesso, a felicidade! Então, alguns meses se passam de sua decisão e….o futuro chegou e aquilo tão desejado ficou para trás. Ricardo já se excedeu nas contas novamente, Joana já cedeu à tentação de alguns brigadeiros e a mudança de vida que te faria feliz? Hum, na verdade, não deu muito certo. Ah, tudo bem, quem sabe ano que vem, não é?!

Sim, traçar uma meta é a pior coisa que você pode fazer! A meta é traiçoeira, ela vem disfarçada de sábia resolução, de anseio por mudança. E na esquina da vida ela se torna algo tão difícil, distante e inatingível que desistir é natural, óbvio, humano. Alguns dirão que a meta é fundamental, afinal sonhar é preciso e saudável. Concordo, inclusive, a meta, para mim, é parceira da utopia. Como Eduardo Galeano dizia, a utopia é o horizonte, é fundamental para nos manter caminhando. A questão é: não adianta ter como utopia levar uma vida plena e feliz se você vive mal humorado. Não adiante querer mudar de vida e não conseguir mudar coisas básicas de seu cotidiano.

Mas, então, qual a solução? Troque suas metas por novos hábitos. Hábitos de vida são completamente insossos, eu sei. Não tem nada de incrível em se imaginar tendo que criar novos hábitos alimentares para perder peso. Não tem nada de incrível imaginar-se tendo que criar novos hábitos de vida para evitar gastos excessivos. É difícil pensar que uma mudança de vida possa estar há alguns novos hábitos de distância de você. Novos hábitos soam como algo demandante. Os novos hábitos sempre surgem para corrigir algo errado ou ruim. Algo a ser trabalhado. É preciso muito esforço e dedicação para criar novos hábitos. Hábitos estão loooonge de ter o glamour das metas.

Mas, isso é o conceito geral. A impressão negativa que temos dos novos hábitos é porque não nos permitimos associá-los a momentos de prazer. Não adianta se propor a criar um hábito de leitura e somente ler coisas que não interessam a você. Busque um livro que lhe dá prazer! O novo hábito, também, deve se adaptar a sua vida e não o contrário. Joana, por exemplo, ao buscar emagrecer deve adotar novas formas de exercício dentro de sua dinâmica de vida. De nada adiante se propor a treinar às 6h da manhã se ela detesta acordar cedo.

O lado bom de tudo isso, é que novos hábitos, quando criados, persistem. Você passa, inclusive a precisar deles no seu cotidiano. Eles se incorporam no seu novo jeito de ser. Eles são parceiros seus. E o mais incrível de tudo é que somente esses novos hábitos é que realmente poderão levar você a atingir seus sonhos, suas metas!

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Melissa Sendic
Engenheira, mãe e lutadora inveterada por uma vida mais plena e com mais sentido. Co-criadora do Vida Borbulhante. Largou tudo, deu um salto no vazio e foi morar no Uruguai com o Bruno e o Martin. Ela busca incentivar as pessoas a viverem uma vida com mais propósito.



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