O casamento acabou, e agora?

Como conduzir a relação com os filhos de uma relação desfeita.

Se nos dias de hoje a sociedade já evoluiu a ponto de não obrigar as pessoas a permanecerem em relacionamentos afetivos falidos somente por conta dos filhos, por outro lado, temos enfrentado uma realidade bastante difícil para todos os membros da então família desfeita.

Na busca pela felicidade é preciso que cuidemos do fim do relacionamento afetivo de modo que todos saiam com o mínimo de prejuízo emocional possível.

Não devemos encarar o fim de um casamento ou de uma relação como um dano irreparável na vida dos filhos, afinal, ensinamos os pequenos pelo exemplo, vindo das nossas atitudes. Se mantivermos atitudes positivas, eles passarão pela mudança sem trauma.

Há muito mais responsabilidade do que se imagina quando se coloca um ser humano no mundo, então temos que achar saídas e não obstáculos.

Vamos a algumas dicas importantes:

-Ao fim da relação dos pais, é muito importante procurar ajuda de um psicoterapeuta. Via de regra as crianças ficam com a mãe e é preciso que um profissional ajude na comunicação entre os pais – ela deve ser mantida e é imprescindível que, para o bem dos filhos, pai e mãe se respeitem, pois terão que manter contato e comunicação constante durante toda a infância e adolescência dos filhos. Lembrem-se: existem ex maridos e ex mulheres, mas não existem ex pais e nem ex mães.

-São poucas as relações que terminam bem. A psicoterapia pode ajudar a lidar com a frustração e a agressividade decorrentes do fim de um relacionamento. Procure ajuda e jamais envolva os filhos. Eles precisam entender que o amor do pai e da mãe por eles está mantido – o que acabou foi apenas a relação entre os pais. Tentar colocar o pai ou a mãe contra os filhos é um jogo sujo, cruel e faz muito mal ao desenvolvimento emocional da criança.

-Crianças criam fantasias e são muito tendenciosas a se culparem, é preciso que se conduza muito bem o fim da relação dos pais para que a criança não se sinta equivocadamente culpada ou responsável – e sofra com isso.

-Aos pais, o mais importante recado: não se culpem! Manter um casamento apenas pelos filhos não é uma boa escolha. Ensinamos nossos filhos a serem felizes sendo felizes! Criar uma criança em um ambiente violento ou hostil, onde vivem pais frustrados pode fazer mais mal do que adequa-los a uma nova vida e buscar uma vida melhor.

Em resumo, não se deve abdicar e nem se omitir diante da responsabilidade de ser criar um filho em detrimento do fim da relação afetiva com o outro genitor. O diálogo e o respeito entre os pais (estando casados ou não) deve ser o epicentro da relação. Pode se perder o afeto entre o casal e por isso o casamento acaba, mas o respeito não se deve perder jamais. Ninguém gosta de ouvir quem quer que seja falando mal do seu pai ou da sua mãe, pense nisso. As crianças precisam se sentir seguras e amadas, entenderem que a relação com os pais e o afeto de ambos por elas continuam intactos.

COMPARTILHE
Viviane Battistella
Psicóloga, psicoterapeuta, especialista em comportamento humano. Escritora. Apaixonada por gente. Amante da música e da literatura...



COMENTÁRIOS