Não é só a tristeza, a felicidade também nos ensina e nos fortalece

Imagem de capa: eakkaluktemwanich/shutterstock

A felicidade nos torna melhores exatamente porque quem é feliz não encontra tempo para maldades, para arquitetar fofocas, para prestar atenção na vida alheia, a não ser para ajudar a quem necessite.

Que a gente sai mais forte das tempestades, das dores e dos tombos, é ponto pacífico. Ainda assim, também se faz necessário ressaltar que não é somente sofrendo que aprendemos a ser mais gente, uma vez que, da mesma forma, os momentos de alegria e de contentamento nos ensinam muito sobre a vida, sobre nós mesmos e sobre os outros. Felicidade é uma ótima escola, acredite.

A felicidade nos torna melhores exatamente porque quem é feliz não encontra tempo para maldades, para arquitetar fofocas, para prestar atenção na vida alheia, a não ser para ajudar a quem necessite. Quem é feliz foca sua atenção no que realmente importa, em tudo o que vai além das meras aparências, da materialidade, da futilidade.

Quando estamos contentes, somos gratos à vida, a Deus, ao próximo, a quem quer que tenha feito parte de nossa jornada com contribuições positivas, porque então percebemos o quanto somos abençoados, o quanto nossa existência é como um milagre. Estarmos vivos já nos motiva a seguir lutando pelo melhor, sem pisar ninguém, sem patifaria.

Se estivermos felizes, não invejaremos o próximo, mas sim admiraremos as pessoas por terem conquistado aquilo por que tanto lutaram, com suor e dedicação. E tomaremos, como exemplos, essas pessoas que são luz, que se doam, pois enxergam o mundo além de si mesmas, com sinceridade e generosidade verdadeiras.

Gente feliz se ama, aceita-se, vive o que sente, pratica o que discursa, não cobra de ninguém pensamentos e atitudes iguais, uma vez que a diversidade de ideias, credos, estilos e comportamentos enchem seus olhos de magia. Gente feliz foge da mesmice, da servidão, desviando-se dos becos escuros da maledicência e do mau humor.

Nunca veremos pessoas felizes se colocando como vítimas de alguma situação, queixando-se passivamente, enquanto a vida passa lá fora. Elas caminham na direção da roda da vida, assumindo os erros, arcando com as consequências do que fizeram ou deixaram de fazer, afastando-se cordialmente de gente amarga e perigosa.

Não há como negar que, após passarmos por períodos difíceis e dolorosos, tornamo-nos pessoas mais fortes e seguras quanto ao que realmente importa na vida. No entanto, isso não quer dizer que aqueles momentos de felicidade leve e regozijante sejam infecundos, pois o contentamento e o prazer também são capazes de nos ensinar, de nos tornar pessoas melhores, uma vez que o horizonte sem nuvens torna tudo mais claro na nossa frente. Tudo, exatamente tudo mesmo, é aprendizado, para quem quer aprender.

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Marcel Camargo
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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