Melhor levar a vida cantando do que xingando

A vida sempre apresenta impasses. Direita ou esquerda, confiar ou desconfiar, esperar ou mandar passear…

Muita, mas muita coisa nos irrita. Esperar por decisões alheias é uma delas. Aceitar decisões alheias, das quais não concordamos, outra. Conviver com decisões alheias que nos afetam diretamente, nossa!

Mas o novelo precisa ser desenrolado. A vida segue, e como sempre, com pressa. Nessa hora, a escolha é nossa: De que forma resolver a vida? Eu, particularmente, vejo mais vantagem em resolver a vida cantando do que xingando.

O jogo sempre será de “ganha e perde”, e a gente precisa ser flexível. Tentar resolver tudo no grito, não dá. Na manha, não funciona. No choro, menos ainda. O que já deu certo uma vez ou outra, não dará certo para sempre, isso é fato.

Como faz, então? A expectativa era uma, a realidade veio e bagunçou tudo. A vida acontece em dominó e a gente não resolve nada sozinho. Não adiantar chegar de voadora na porta. É hora de chamar a inteligência e bolar uma boa estratégia para resolver a vida.

Separar o que é possível resolver; conformar-se com o que ainda não dá nem para mexer; Apressar-se no que já é projeto para realizar. E fazer tudo isso, na boa disposição, contornando sempre as dificuldades, pedindo ajuda, se preciso, mudando a rota, quando necessário.

Para lidar com gênios difíceis, muita educação e firmeza. Se, na hora de um embate, a gente cisma de evocar o nosso pavio curto também, a explosão é certa, e o resultado, todo mundo com a cara queimada.

Se o que atravanca é falta de atitude, é sempre bom dar uma revisada no traçado. Se estivermos parados por muito tempo no mesmo lugar, a vida não está funcionando. Melhor dar a partida de novo, e seguir, ainda que em outra direção e deixando coisas para trás.

É para frente que se anda, sempre. E o tempo não perdoa, empurra. Melhor então, sempre, levar a vida cantando, do que xingando.

Imagem de capa: Africa Studio/shutterstock

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Emilia Freire
Administradora, dona de casa e da própria vida, gateira, escreve com muito prazer e pretende somente se (des)cobrir com palavras. As ditas, as escritas, as cantadas e até as caladas.

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