Mais do que para as necessidades do outro, você está olhando para as suas?

Muitas vezes, ficamos tão preocupados em suprir as necessidades do nosso companheiro, que esquecemos que temos necessidades também.

Pensando em agradar quem amamos, agimos de forma que essa pessoa se sinta bem ao nosso lado, que não sinta falta de nada (até para “não ir procurar fora”), que se realize no amor, e podemos acabar esquecendo que somos um ser humano também cheio de anseios e sonhos.

O que pode acontecer é de, lá pelas tantas – talvez até alguns anos depois -, nos darmos conta de que o nosso parceiro realmente está feliz, amparado, amado e cuidado, mas nós, definitivamente, não.

Ou, num cenário pior, o outro pula fora, seja lá por que motivo for, e restamos nós, vazios, carentes e perdidos no mundo…

Qualquer hipótese é ruim. Por isso, é preciso que atentemos às nossas necessidades, desde o início. Ou desde agora, se o início já passou faz tempo. Do contrário, uma hora ou outra a vida vai nos cobrar. E a culpa será toda nossa.

Nossa porque, não adianta, o único responsável efetivamente pela nossa felicidade somos nós mesmos. Se um relacionamento não está legal, se o outro não nos trata como gostaríamos e vemos que não tem jeito, ele não irá mudar, cabe a nós pularmos fora. E não ficar mendigando carinho, atenção e dedicação.

Aquela história de amor incondicional e tal é linda, mas não funciona exatamente no relacionamento entre um casal. Entre duas pessoas que resolvem ficar juntas, não adianta, tem que haver reciprocidade. Se um se doa muito mais do que o outro, vai chegar uma hora em que a equação não vai fechar: é o tal do “consciente de troca”. Se a troca não existir, ou for muito desproporcional, o saldo ficará negativo para uma das partes. E daí, mais cedo ou mais tarde, isso vai pesar para ela.

Então, vale, em primeiro lugar, exercitar o amor próprio: mais do que para o outro, precisamos nos dedicar a nós mesmos, nos estimar, nos cuidar, nos conhecer, estar atento ao que nos realiza.

Porém, também não podemos esquecer que o outro deve considerar os nossos desejos e as nossas necessidades, e se dedicar ao relacionamento, não ficando apenas “recebendo”. É claro que não é uma matemática exata, em que o amor dado e recebido devem “bater” em valores, mas a reciprocidade deve existir para a relação ser saudável. Ambos os envolvidos devem sair ganhando, com nenhum sendo “sugado” ou anulado pelo outro.

Então, fiquemos atentos!

Imagem de capa: wavebreakmedia/shutterstock

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Susiane Canal

“Servidora Pública da área jurídica, porém estudante das questões da alma. Inquieta e sonhadora por natureza, acha a zona de conforto nada confortável. Ao perder-se nas palavras, busca encontrar um sentido para sua existência…”


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