Licença, mas eu só quero saber de ser feliz onde for

Não tenho mais tempo para mesmices. Não quero e não vou passar a vida catando metades pelo caminho até formar o meu inteiro. O dia está correndo lá fora e estou transbordando aqui dentro. É poesia escancarada no sorriso e mais do viver por trás dos olhos. Se não for dar passagem, sinto muito, vou precisar invadir a sua zona de conforto e sacudir esse coração.

Nada se compara com o êxtase de sentir-se vivo. Sou um animal sentimental, sim. Tenho desejos e sonhos que não estão formatados e organizados por ordem alfabética. Busco dar voz para a minha alma e deixo-a extravasar onde for e como for. Porque é sincero dar essa oportunidade para quem muito já chorou, caiu de joelhos e encontrou desespero imerso no travesseiro velho.

Quero dividir a liberdade das coisas mundanas. Caminhar sem hora marcada para o destino. Ir naquele show que arrepia a nuca. Comer e beber daquelas futilidades que o corpo sente vontade. Namorar na chuva. Correr igual criança atrás de doce. A ordem dos fatores não altera a minha felicidade.

A vida anda muito exaltada e os ombros não foram feitos para carregar esse peso todo. Tudo bem que, nem tudo, é como nos filmes e nas histórias fantásticas. Mas quer saber? Perder a simplicidade dos momentos e a loucura das palavras não é lá mau negócio também.

Sigo crendo no adiante, mas deixando os abraços abertos no agora. Vou dançar com o fone de ouvido. Vou cantar sem saber a letra. Vou usar as belezas diárias como cenário do meu próprio filme. Vou ser feliz, bem assim, onde for.

Mas se você vier comigo, segure firme a minha mão. Aqui, intensidade não se esconde.




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