Experimente ser feliz!

“Quem é feliz entrega-se inteiramente às paixões, sem medo de amar e de ser amado, sempre investindo na troca de suor e de energia com o objeto de seus desejos. E quebra a cara, decepciona-se, amarga os desfechos, crescendo ainda mais após os erros, os quais lhe servem como ponto de reflexão e de recomeço.”

Hoje, não basta sermos felizes, é preciso que também estejamos rodeados de pessoas felizes, ou estaremos sujeitos a chateações e aborrecimentos de toda sorte, uma vez que a felicidade incomoda quem não sabe buscá-la para si. Em um mundo de aparências superficiais e materialistas como o nosso, autenticidade tornou-se artigo raro, ou seja, como a felicidade é algo que não se vende nem se compra, muitos não conseguirão encontrá-la por outros meios que não o cartão de crédito. Felicidade fatalmente será alvo de cobiça e de inveja, nesse contexto. Ainda assim, seja feliz, pois alegria é contagiante.

Quem é feliz acaba contaminando o ambiente à sua volta, irradiando confiança e magia, roubando sorrisos dos mais céticos, trazendo esperança em meio ao pessimismo e à desilusão. Pessoas felizes não se deixam abalar por palavras e atitudes de quem não lhe diz respeito, tendo a capacidade de ouvir e de dar valor a quem é realmente importante em suas vidas, pois sabem muito bem escolher a quem guiar e por quem serem guiadas.

Quem é feliz torna-se imune a vibrações negativas de gente à toa, que suga energia e derruba os ânimos. Atitude positiva blinda nosso corpo e nossa alma, fortalecendo nossas convicções e reavivando nosso bom humor diariamente, para que não percamos a alegria e a sinceridade pelas quais pautamos a nossa existência. Pessoas felizes não se desviam dos caminhos aos quais se propuseram, pois têm certeza de que muitos de seus sonhos se realizarão.

Quem é feliz entrega-se inteiramente às paixões, sem medo de amar e de ser amado, sempre investindo na troca de suor e de energia com o objeto de seus desejos, experenciando aquilo que atrai, que lhe acende a libido, sem medo, sem preconceitos, sem amarras. E quebra a cara, decepciona-se, amarga os desfechos, crescendo ainda mais após os erros, os quais lhe servem como ponto de reflexão e de recomeço. Pessoas felizes não se arrependem, mas reaprendem e se aprimoram com tudo o que não deu certo, pois jamais se tornam prisioneiras de expectativas ou refém de ressentimentos.
Quem é feliz sabe que tem muito a oferecer e também merece receber muito em troca, entendendo a entrega de mão dupla de que se constituem as interações com outro alguém, seja qual for o tipo de relacionamento. Para tanto, é capaz de se colocar no lugar do outro, compreendendo os limites de cada pessoa, uma vez que é consciente das próprias limitações. Pessoas felizes aceitam os encontros da vida e acolhem a chegada dos outros em sua caminhada, pois mantêm os olhares otimistas e limpos de ranços preconceituosos e de julgamentos de quaisquer tipos. Cultivam a gratidão em relação a tudo o que faz parte de sua vida, o que aumenta o seu grau de felicidade.

Quem é feliz sabe o que quer da vida, porque se conhece como ninguém e se lança ao encontro da harmonia com o universo circundante, entendendo-se parte integrante de um coletivo, prevendo as consequências de seus atos na própria vida e na vida das pessoas ao seu redor. Pessoas felizes não agem de forma egoísta, pois se comprazem em dividir conhecimento, sabedoria e diversão, não guardando para si as fontes de felicidade e contentamento, para que a alegria se faça contagiante em meio às vicissitudes do dia-a-dia massacrante a que todos estão submetidos.

Não adianta querermos encontrar a felicidade fora de nós, tampouco depositá-la em bens materiais ou em alguém que não seja nós mesmos. A felicidade não pode ser dependente de nada nem de ninguém, deve brotar de nossa essência, tal qual uma força íntima e revigorante, capaz de contaminar os caminhos por onde andarmos, tornando lúcida e verdadeira nossa busca pela felicidade. Precisamos torcer pela nossa felicidade, bem como pela felicidade alheia, sempre, o que nos será de imensa ajuda, pois, ponto pacífico, gente feliz não perturba, exatamente porque ser feliz é a melhor coisa da vida.

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Marcel Camargo
"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.



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