Encontrando com a força de vontade

Imagem de capa: Sunny studio/shutterstock

Todas as fontes de autoconhecimento citam o corpo como o nosso templo. Ele é nosso meio para tudo o que fazemos. Quando nossa mente está sintonizada com nosso corpo, tudo se torna mais fácil e fluido, e assim, abrimos o caminho para a nossa alma aterrizar no pedaço. Como assim, Helena?

Tentarei simplificar ao máximo que consigo com um exemplo:
Acordo de manhã com muita preguiça, mas sei que andar / correr / nadar me fará bem. A cabeça fala: desencana, amanhã você vai, hoje fica na cama. Quando vêm este pensamento, pulo para fora da cama. Não caio no pensamento e imediatamente ajo sobre ele. Corro, no início com preguiça, mas depois que pego o ritmo me sinto bem.

Chego em casa, tomo banho e me arrumo para ir trabalhar. A sensação (prestem atenção: s-e-n-s-a-ç-ã-o) que sinto no meu corpo e penso na minha mente: que delícia que corri porque sinto meu corpo revigorado para mais um dia, me sinto disposta e contente comigo mesma – VALE OURO! Mente e corpo sintonizados. A cabeça pensa de acordo com o que o corpo está sentindo.

É assim mesmo que funciona. Nós, com a nossa consciência somos os maestros deste dueto. Os dois estão sempre conectados. Pensamentos deprês, corpo deprê. Pensamentos ansiosos, corpo inquieto. E assim por diante. Então nosso trabalho SEMPRE é extrair o melhor dessas duas máquinas, ou melhor, ditar o estilo musical e coordenar o dueto.

Assim, quando o dueto estiver “profissionalizado” passará segurança para um terceiro integrante (a alma, o coração, a intuição). Este facilmente entra formando um trio, porque o ritmo, a dança, o repertório já foi criado.

Ok! Entendi. Mas às vezes sinto isso, mas como faço para manter?
A dica mais importante é: preste atenção o máximo que conseguir no que está fazendo. Onde está suas mãos? O que elas querem? Para onde teu olhar está pousado? Como está posicionado seu corpo? Se sente alguma dor pergunte a si mesmo: há algum movimento ou alongamento que pode aliviar? Respire, respire, respire e se assista! Quanto mais atento ficamos do nosso corpo, mais fácil se torna direcionar a mente.

Por fim, uma mini receita que me salvou em pleno domingo de TPM, em uma fase zero gluten, zero lactose, zero açúcar:
Parecia uma formiguinha triste e desatinada, querendo doce mas sabia que podia revirar minha casa que não encontraria. Sentei, fechei os olhos e respirei dizendo: corpinho, por favor, alivia essa sensação, estou fazendo isso para o nosso bem. Levantei e fui lavar louça (só no meu relax terapêutico, risos!). Quando terminei vi uma banana e tive a ideia genial:

– 1 banana bem amassada com uma colher de chá cheia de 100% cacau. Misturei bem até virar uma massa homogênea. Por fim, meia colher de chá de MEL (meeeellll, o meu salvador!). Gente, foi melhor do que qualquer sorvete de chocolate, porque além e saciar a súplica de doce, eu sabia que cada ingrediente daquele estava me fazendo bem.

Corpo, mente e alma felizes! Trio perfeito!
Una-se a si mesmo, e sua inteligência interna te guiará em cada coisa do seu dia.

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Helena Cecília de Fraga Verhagen
Helena é jornalista de formação e escritora por intuição. Nasceu em São Paulo, viajou pelo mundo e agora parou na Espanha. Em 2015 lançou seu primeiro livro "O Mundo é das Bem-Amadas" que trata sobre o amor próprio e intuição. Vive a vida para contar histórias. Escreve para o seu site, que leva o mesmo nome do livro (www.omundoedasbemamadas.com.br) e outras mídias que abordam sobre o tema autoconhecimento.

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