Carta aos profissionais frustrados

Se você é uma daquelas pessoas que passa a semana esperando a sexta-feira e depois passa o final de semana ansioso com medo da segunda… Se fosse começa o ano marcando os feriados da folhinha para saber quando não irá trabalhar… Se você comemora quando tem uma consulta médica pois “ganhará” um atestado e não precisará voltar para a empresa…. Sinto te dizer, mas você certamente é um profissional frustrado com o que faz. PROFISSIONAL FRUSTRADO

São Paulo, 18 de agosto de 2014

Prezado profissional frustrado,

Venho por meio desta mostrar a minha solidariedade com relação à sua frustração laboral e convidá-lo para fazer algo que talvez você tenha se desacostumado: pensar em si mesmo e na vida horrorosa e insatisfatória que você vem levando.

Já no começo dessa carta preciso informá-lo de que ela não é uma carta feita para quem não gosta, ou pior, para quem não sabe ouvir verdades. Se esse for o seu caso, já pode parar por aqui e voltar para a Internet.

Se você continuou, presumo que você está disposto a ouvir o que tenho a dizer. Então ouça com atenção:

“Não é fácil conseguir o que se quer”

Digo mais:

“Mais complicado ainda é conseguir se sustentar com a renda proveniente de um trabalho escolhido”.

E quer saber por que é difícil?

“É difícil simplesmente porque as pessoas acham que as coisas têm que ser fáceis e não fazem planos e nem se organizam para alcançarem seus objetivos.”

Ou seja, aquela frase dita com tanta ironia de que “as coisas não caem do céu” era verdadeira, mas mesmo assim você passou boa parte de sua vida esperando que caíssem.

E é aí que já vem um primeiro ponto de sua grande responsabilidade, meu caro profissional frustrado, se você não quer continuar assim, um dia vai ter que entender que o maior responsável por seus próprios atos é você mesmo. Em outras palavras, se não souber o que quer fazer, se não trabalhar em seu próprio potencial e, mais longe ainda, se não acreditar que é capaz de realizar algo, você nunca, me ouviu bem, NUNCA, sairá de sua posição de insatisfação.

Tenho mais alguns dados de realidade para mostrar:

1- Sim, eu sei que a educação nesse país não é boa. Entretanto foi aqui que você nasceu e se você não correr atrás do que não teve, não adianta ficar com cara feia.

2- Sabe aquele profissional bem sucedido que você tanto admira? quer saber o que, muitas vezes, diferencia você de dele? É a PERSISTÊNCIA. Na maioria das vezes aquela pessoa que está dando certo no que faz só é diferente de você no ponto em ela não desistiu fácil e soube esperar com disciplina. Relembro, esperar não é ficar parado, esperar é manter-se em movimento, porém construindo os planos paralelamente como, por exemplo, quando estou em um trabalho que não gosto mas estudo a noite para um concurso ou quando trabalho em uma segunda função que ainda não me dá renda suficiente, mas que um dia quero que seja meu único trabalho.

3- Reclamar não resolve problema. Para você sair desse ciclo vicioso de insatisfação você precisa sim, ter consciência dos motivos que te levam a reclamar, mas precisa fazer algo a respeito ou não será nada além de uma pessoa chata de se conviver.

4- Estabilidade no trabalho, seja qual for, não existe. Mesmo no serviço público basta você  “pisar no calo” de alguém errado e você preferirá nem ter nascido.

5- Ganhar mais não significa viver melhor! Muitas vezes o aumento em carga horária e o grau de responsabilidades assumidos por uma porcentagem maior no salário são tão grandes que, sem perceber, você estará vendendo toda a sua saúde e o restinho de alegria em viver que tinha.

Ou seja, será que não está na hora de você parar, refletir sobre o que realmente quer e traçar planos com metas e dados realistas de execução (mesmo que sejam a longo prazo)?

Pense, por favor, pense a respeito!

Att.

Josie Conti

 

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