10 lições de vida que precisam ser encaradas, por Josie Conti

Se existe uma coisa que a vida ensina é que ela não acontece como planejamos. As pessoas influenciam e são influenciadas pelos seus contextos e são suas escolhas, dentro desses contextos, que desencadeiam suas histórias.

O tempo nos mostra que a justiça e os detentores da lei nem sempre são éticos, assim como também, algumas vezes, mesmo tendo direitos, não compensa entrar em algumas batalhas pois, o custo-benefício da batalha leva a muito mais perdas do que ganhos pessoais.

Certo e errado? Depende do autoconhecimento de cada um, do peso das escolhas em suas vidas e, principalmente, em suas consciências.

Abaixo, redigi 10 lições (não tão ortodoxas), mas, que precisam ser encaradas e ponderadas quando temos de fazer escolhas pessoais.

 

1- Saber quem somos e nosso papel no mundo: “Não pertenço a ninguém, mas, faço parte do todo”.

Dormimos tarde, acordamos atrasados, perdemos tempo em locais que não nos agradam e nos sentimo eternamente em débito com a família…

Perceba seu local e importância no mundo. Por que você faz o que faz e está inserido nos grupos e locais que o rodeiam?

A energia do homem precisa ser canalizada para algo que lhe forneça uma identidade, um papel social. A pessoa precisa ter uma ocupação em que se sinta produtiva, mesmo que não seja remunerada. Precisa de reconhecimento de seu local no mundo e também precisa transmitir características que são só suas, o que caracteriza a herança cultural de um povo.

2- Entenda que a felicidade está na simplicidade.

Embora o luxo seja atraente e tentador, ele nos deixa pouco à vontade. É na simplicidade que rimos alto e sem medo, sentamos nas calçadas, baixamos nossa guarda e somos sinceramente felizes.

3- Perceba a beleza, e sublime as mazelas do mundo.

Vivemos em uma cultura em que a arte ainda é privilégio de poucos. Mas, o maior problema é que poucos admiram, porque poucos são expostos ao que é bom. Se você coloca qualquer pessoa em contato com material de qualidade, ela reage imediatamente! A capacidade de criar e de admirar é de todos, observe.

4- Respeite suas fraquezas.

Detesto essa “mania” que as pessoas têm de achar que tudo deve estar bem o tempo todo. Isso simplesmente não existe. A realidade nos pede tempo para todos os sentimentos e a única coisa que consigo pensar de alguém que se diz “zen” o tempo todo é que essa pessoa é do tipo “zen” noção (desculpem-me pelo trocadilho).

5- Estar vivo é ser vulnerável, mas, aprenda com seus erros e quedas.

Existe tanta arrogância, tanta ‘pompa’ no comportamento das pessoas. Mas, o fato é que, mesmo sendo muitos de nós pessoas basicamente coerentes, em alguns momentos seremos ludibriados, manipulados e sofreremos com as oscilações de opinião das pessoas e seus humores. Sofreremos também com nossas relações íntimas, com a quebra da palavra, com a inconstância e a volatibilidade das relações atuais. Porém, enquanto cairmos, é sinal de que optamos por primeiro acreditar. Enquanto sofrermos, é sinal de que os vínculos foram verdadeiros.

Os tombos diminuem com o tempo, mas, é importante que aconteçam, pois. são eles que permitirão que possamos aprender a discernir pessoas doentes e de caráter ruim que precisamos evitar.

6- Para continuarmos com nossas vidas, às vezes precisamos desistir da justiça.

Muitas vezes, o preço de falar o que pensamos (nos mais diversos contextos) pode ser tão alto que isso gera coação e perseguição por quem se sente ameaçado em suas falsas verdades, na manipulação do poder e de imagens pessoais fabricadas e que precisam ser preservadas a todo custo.

Penso que, em alguns momentos, precisamos mesmo calar e recuar para poder continuar (algumas lutas não valem a pena e precisamos refletir muito antes entrar nelas). A justiça, infelizmente, nem sempre está do lado de quem tem razão e também é facilmente manipulada, pois, quem está no comando pode não ter os mesmos interesses do coletivo. É triste, mas, é verdade.

7- Não se importe com o que os outros dizem, ao menos que isso afete sua consciência.

Normalmente, as pessoas mais interessadas em debater e questionar a “ética'” dos outros, são os menos éticos.

Excesso de rigidez em métodos antigos cega para diversas realidades, mesmo que elas sejam explícitas. Ser flexível é uma coisa, ser volúvel é outra.

Infelizmente parte dos profissionais que temos atuando no mercado gosta de encobrir formação medíocre, covardia e baixa capacidade crítica com falso moralismo. Na maioria das vezes são esses que continuam, com orgulho, seguindo com a manada, enquanto falam mal de tudo e de todos pelas costas. Lembre-se de que não é com essa gente que você deve se importar.

8- Arrume tempo para sentir.

Toda vez que você diz um sim para algo querendo dizer não, acumula “nãos” para si mesmo.
Precisamos sentir mais, mesmo que o sentimento seja ruim. Precisamos questionar mais, mesmo que o rosto do colega não seja o mais satisfeito (isso previne depressão). Porém, mais do que tudo isso, precisamos viver mais e melhor. Enquanto estamos vivos, podemos repensar e, acima de tudo, resgatar nossos valores.

9- Apesar de tudo, continue e nunca se esqueça de quem você é.

O preço de ser uma pessoa minimamente inteligente é saber o peso e as consequências dos próprios atos. É, apesar das loucuras da vida, perder-se sim, mas, voltar para a realidade o mais rápido possível e continuar.

10-Exercite o perdão – principalmente consigo mesmo.

Que nossas cegueiras momentâneas e autossabotagens sejam perdoadas… não pelos outros, mas, por nós mesmos.

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Josie Conti
Blogueira e empresária. Após trabalhar anos como psicóloga, abandonou o serviço público para manter seus valores pessoais. Hoje, a Josie Conti ME e sua equipe trabalham prioritariamente na internet na administração funcional, editorial e publicitária de redes sociais e sites como A Soma de Todos os Afetos e Psicologias do Brasil, além de várias outras fan pages que totalizam cerca de 6.5 milhões de usuários. É idealizadora da CONTI outra, o projeto inicial que leva seu nome.



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