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“Não vou assistir”: mãe de Isabella Nardoni reage à série Tremembé e faz alerta ao público

Ao responder seguidores nos stories, Ana Carolina Oliveira, 41, decidiu explicar por que não verá a série “Tremembé”. Ela diz que a obra toca diretamente em sua história e que preservar a saúde mental é prioridade.

“Não vou assistir a série, optei por isso. É algo que conta a minha história, mas uma coisa sou eu falar sobre a minha filha, sobre minha história e o que vivi. Outra coisa é como se eu vivenciasse a cena do crime. Tem uma grande distância e um cuidado que eu quero ter com a minha saúde mental”, afirmou.

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Figuras públicas?

Vereadora em São Paulo, Ana Carolina também criticou o formato que costuma projetar condenados como se fossem figuras públicas, desviando o foco do que, para ela, deveria ser central: a gravidade dos crimes e o respeito às vítimas e às famílias.

“O que me preocupa nessas questões é trazer criminosos para os holofotes e tratar como se eles fossem celebridades e não com a seriedade de cada caso. Nós que ficamos somos vítimas secundárias e isso faz parte da nossa vida e a gente tem que ser respeitado, a gente tem que ser cuidado.”

Ela lembrou que a série não aborda apenas o caso de Isabella e defendeu rigor nas leis e no modo como esses casos são revisitados.

“A gente sabe que as leis do nosso país ainda são muito brandas e elas precisam ser endurecidas em relação a isso. Ver muitos desses criminosos, eu acredito que até a maioria hoje já soltos, é o que me tem a formalidade e é isso que eu realmente não quero.”

O recado final foi dirigido à audiência, pedindo cuidado para não transformar criminosos em celebridades.

“Para que eles [criminosos] não se tornem pessoas públicas e até virem aí os seus extremos de terem, como a gente já viu, pessoas idolatrando.”

“Essa é a minha única preocupação e é por isso que eu realmente vim aqui, tenho a responsabilidade de falar com vocês e eu espero que vocês também tenham essa responsabilidade ao assistirem essa série.”

Relembre o caso

Isabella Nardoni foi assassinada em 29 de março de 2008.

Segundo a Justiça, a menina foi agredida pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, esganada e asfixiada; o pai, Alexandre Nardoni, cortou a rede de proteção e a arremessou do sexto andar do prédio na zona norte de São Paulo.

Jatobá progrediu para o regime aberto. Alexandre também cumpre regime aberto e, em dezembro de 2024, recebeu autorização para passar as festas de fim de ano em um condomínio no Guarujá.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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