Tem coisa que muita gente consome sem pensar duas vezes e que, com o tempo, pesa de verdade na saúde.
Não se trata de um exagero isolado no fim de semana, mas da repetição: aquilo que entra no prato ou no copo com frequência pode favorecer ganho de peso, alterar a pressão, mexer com a glicemia e aumentar o risco de problemas cardiovasculares.
Esse é o alerta feito pelo cirurgião cardíaco Dr. Jeremy London, que chamou atenção para quatro grupos de alimentos e bebidas bastante comuns na rotina.
Segundo ele, são escolhas que sobrecarregam o organismo e, quando viram hábito, ajudam a abrir caminho para inflamação, colesterol elevado e doenças do coração.
O primeiro item da lista é o fast food. Lanches prontos, batata frita, frango empanado e combos muito consumidos no dia a dia costumam reunir excesso de sódio, gordura saturada, açúcar e calorias em uma única refeição.
O problema é que essa combinação favorece obesidade, descontrole metabólico e hipertensão. Em vez disso, vale apostar em preparações mais simples e feitas em casa, como sanduíche com pão integral, proteína magra e salada.
Na sequência aparecem os refrigerantes, criticados pelo médico tanto nas versões tradicionais quanto nas zero ou light.
Os comuns concentram muito açúcar; os demais entram em debate pelo uso frequente de adoçantes e pelo estímulo ao paladar cada vez mais acostumado ao sabor excessivamente doce.
A troca mais eficiente costuma ser água, água com gás, chá sem açúcar ou bebidas caseiras com frutas e ervas.
Outro ponto levantado por London são os laticínios integrais, especialmente quando consumidos em excesso. Leite integral, queijos mais gordurosos, creme de leite e outros derivados concentram gordura saturada, o que pode contribuir para o aumento do LDL, conhecido como colesterol “ruim”.
O consumo moderado e a escolha por versões com menor teor de gordura tendem a ser alternativas mais equilibradas.
O quarto item citado é o álcool. Mesmo cercado por uma ideia de consumo socialmente aceitável, ele pode elevar a pressão arterial, afetar o fígado, interferir no metabolismo e trazer impacto ao sistema cardiovascular.
O risco cresce quando a ingestão se repete ao longo da semana, mesmo em quantidades que muita gente considera pequenas. Bebidas sem álcool, incluindo coquetéis sem destilados, sucos diluídos e água com gás com frutas, aparecem como substituições mais leves.
A observação do especialista vai na direção do que médicos vêm repetindo há anos: o problema costuma estar menos no episódio pontual e mais na constância.
Quando ultraprocessados, bebidas açucaradas, gordura em excesso e álcool passam a fazer parte da rotina, o corpo responde — e o coração costuma estar entre os primeiros a sentir.
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