A boneca de Anita
morava em uma janela
acordava com o Sol
que girava em torno dela
A bonequinha cantava
uma musiquinha antiga
uma valsa em três tons
para a Lua, sua amiga
Mas Anita um belo dia
se esqueceu dela guardar
e um homem bem malvado
achou por mal lhe roubar
E vendeu a bonequinha
a preço tão descontente
à uma menina amarga
com a alma bem carente
A menina não gostava
de sol, nem lua, nem nada
a boneca entristeceu
fez-lhe falta a dona amada
Já não cantava a boneca
O silêncio fez sua cama
Da Lua bateu saudade
Do Sol bem lembrava a chama
Nunca mais o sol girou
no céu estava a chorar
olhando para a janela
uma lágrima fez brotar
Um ausência eternizada
em Anita e na lua
por esperarem para sempre
a boneca que foi sua.
Lúcia Costa
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