Pamela Camocardi

Se o outro insiste tanto para que você mude, aceite o conselho e mude mesmo… de parceiro!

Os pedidos de mudança são sutis: primeiro a cor do cabelo, depois o tom de voz e, por fim, a mudança radical no comportamento social.

Mas, como você aprendeu, com a indústria cinematográfica, que para viver um grande amor você tem que mudar seu estilo de vida, aceita todas as condições impostas pelo parceiro que, claro, afirma ser tudo “para o seu próprio bem”.

Em convencer as pessoas de que para ser ter um final feliz, os parceiros precisam sofrer, Hollywood está de parabéns. As pessoas, realmente, acreditam que o amor só é real se for exposto e fantasiado, esquecendo-se que é na rotina que o amor se consolida, não na novidade.

Vamos conversar sério? Antes de ser amor, tem que ser respeito. Ele tem o direito de gostar de rock, mas tem a obrigação de respeitar sua música clássica. Ela tem o direito de levar uma vida fitness, mas tem a obrigação de respeitar sua macarronada de domingo. Ele pode acordar cedo, mas deve fazer silêncio para respeitar seu sono. Respeito sem amor é como fazer dieta sem cortar o açúcar: não adianta!

Verdade seja dita: as pessoas mudam conforme as próprias experiências vivenciadas e não pelo pedido alheio.

Amor não é um objeto que se compra e vai customizando conforme se deseja. Amor é amor! Uma oportunidade de crescimento mútuo para pessoas dispostas a serem felizes e não uma guerra de braço onde vence quem tem mais força.

Quando nos relacionamos temos a necessidade de aceitar e sermos aceitos por aquilo que somos. Sem cobranças, sem brigas, sem neuras. E, a não ser que o outro seja um psicopata em potencial, as diferenças podem (e devem) ser ajustadas para que a relação dê certo.

O principal indicador de amor entre um casal é a capacidade de aceitação das qualidades e dos defeitos, em uma troca de respeito mútuo. Querer colocar o outro em uma “forma de perfeição” é um desrespeito surreal à história de vida que ele traz. É considerar que as próprias verdades são absolutas e que o parceiro não tem valor nenhum no relacionamento.

E, cá entre nós, dessa atitude para o fim da relação é um passo. Simone de Beauvoir afirmava que “quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento”.

Você não sabe o que é melhor para o outro. Encare essa verdade. Um relacionamento feliz é constituído por pessoas que respeitam suas individualidades, seus momentos de solidão e seus espaços. Casais felizes não projetam no outro a obrigação de própria felicidade e, por isso mesmo, dão certo.

Ame sem cobranças, sem moldes, sem medo. Aprenda a amar da forma como quer ser amado e, como dizia Oscar Wilde: “seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono”.

Imagem de capa: View Apart/shutterstock

Pamela Camocardi

A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

Recent Posts

O goleiro que deixou o Real Madrid após um acidente para se tornar um dos cantores mais famosos da história

Antes de o nome Julio Iglesias aparecer em capas de discos, programas de televisão e…

8 horas ago

Diana e Michael Jackson só se encontraram uma vez, mas o que aconteceu depois surpreende

Há fotografias que ganham outro peso com o passar dos anos. Em julho de 1988,…

8 horas ago

Ela sofreu uma violência terrível aos 15 anos. Décadas depois, seu filho virou um fenômeno mundial

Antes dos milhões de discos vendidos, dos estádios lotados e de um sobrenome conhecido em…

9 horas ago

A menina que dormia com os cães cresceu e se tornou uma das vozes mais intensas da América Latina

Antes de ser reconhecida pela voz rouca, pelo poncho vermelho e por interpretações capazes de…

2 dias ago

Esta foto do Oscar de 1975 parece normal até você reparar no detalhe que virou debate

Há fotografias antigas que sobrevivem como simples registros de uma época. Outras começam a ganhar…

2 dias ago