Eu tenho certeza que você nunca conheceu alguém parecido. E ao afirmar isso, eu não estou querendo elevar o meu ego ou me fazer entender melhor do que ninguém. Só estou dizendo isso porque fui atingido desde cedo por uma vontade louca de me apaixonar.
Me apaixono por amores, sonhos, desejos, dores, aprendizados, cicatrizes. Me apaixono por tudo e qualquer coisa que estiver ao alcance do meu coração. Eu sei que você vai falar – tem um preço. Eu sei que tem. Mas faço. E me julgar precipitadamente pelo meu comportamento coberto de intensidade é se negar a oportunidade de reparar no diferente. Porque eu sou diferente. Não é o meu cabelo, o meu corpo, o meu caminhar, o meu gosto musical ou até mesmo o meu filme favorito. São as coisas que me excitam, as coisas que me tiram do chão e fazem a minha alma vibrar uma selvageria de afetos.
Eu não pertenço a ninguém. Eu me pertenço. Eu sou responsável pela minha entrega nos encontros dos quais decido desfrutar. Se algum dissabor me derruba, é o meu próprio amor em jogo levantar e seguir em frente. Pois sou loucura, mudança e sorrisos. Não busco a perfeição e nem quero saber dela. Mas gosto sim de quando a sintonia bate. É delicioso conseguir alinhar a razão e a emoção.
Logo, o meu coração é apaixonado demais porque ele não foi feito simplesmente para existir. Ele é sede de caminhar. Não me julgue, não me olhe assim. Apenas pergunte, com jeito, se estou disponível e se você pode no meu mundo adentrar.
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