O culpado pela sua felicidade deve ser você.

Mesmo que sejamos solteiros e moremos sozinhos, vivemos em sociedade, portanto, estamos inseridos no fluxo de vida de outras pessoas, de várias formas. O que fazemos reflete no processo todo, influenciando os caminhos de quem vive ao nosso redor. Da mesma forma, nossa jornada condiciona-se às ações dos cidadãos à nossa volta.

Embora não possamos nos distanciar do que ocorre ao nosso lado, precisamos tomar as rédeas de nossa própria vida, assumindo o compromisso de sermos felizes, haja o que houver, ou nos perderemos na desesperança de infelicidades alheias. Caso não nos asseguremos de que somos responsáveis, em grande parte, por tudo o que nos acontece, ficaremos à mercê dos sabores de vidas que não são nossas.

Logicamente, é muito difícil mantermos nossos ânimos em alta, quando pessoas que amamos – como algum familiar, por exemplo – estão passando por momentos infelizes, ou quando assistimos aos noticiários veiculando crises e misérias sociais. Entretanto, temos que nos concentrar na manutenção de nosso equilíbrio emocional, para que nossa positividade possa trazer alguma forma de alento a quem necessita, em vez de mergulharmos nas escuridões de outrem.

Quando projetamos nossa felicidade em algo externo, fora de nós, estamos fadados a esperar dos outros e do que acontece à nossa volta os motivos para que sintamos alegria e contentamento. Assim, neutralizamos nossa capacidade de agir em favor de conquistar o que merecemos, tornando-nos sujeitos passivos, dependentes, inseguros e medrosos. Sim, ser feliz requer coragem e força de vontade, pois a felicidade não cai como chuva, ao nosso bel prazer.

Estaremos sempre passando por algum tipo de problema, seja pessoal ou que esteja atingindo nossos queridos; no entanto, deveremos manter firme o nosso propósito de alcançarmos a realização dos sonhos que movem a nossa caminhada, sustentando nosso olhar além do presente, visualizando um futuro melhor e mais feliz. A resolução das inevitáveis complicações que todos enfrentaremos requer um respirar tranquilo e um pensar lúcido, o que depende de ninguém mais a não ser de nós mesmos. Culpar o outro por nossa infelicidade significa não termos poder sobre nós mesmos – e isso ninguém merece.

Vale lembrar que nossa jornada sempre será menos penosa, quando nos cercarmos de amor verdadeiro, porque então teremos ao nosso lado o apoio incondicional de quem acredita em tudo o que somos, tanto em tempos de paz, quanto em tempos de guerra. É vida que segue, sempre adiante.

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

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