Ninguém é obrigado a ser feliz o tempo inteiro. Há dias em que a vontade é de mandar tudo pelos ares mesmo. Contas, compromissos, pessoas e etiquetas culturais estabelecidas para um convívio harmonioso entre todos. Acontece que, nem sempre, o dia acorda disposto. E num pequeno detalhe, pronto, o gatilho é acionado e se quer ver apenas o circo pegar fogo. Quem nunca? Mas esses impulsos podem ser tanto breves quanto duradouros. Depende de como os enxergamos. Somos movidos por sentimentos densos e neles podemos encontrar a nossa prisão, como também o nosso caminho para a liberdade. Autoconhecimento não é auto-ajuda, longe disso. Reconhecer o amor primeiro é o princípio de qualquer mudança de comportamento.

Quando encontramos essa plenitude de querer, acreditar e almejar, realizamos uma escolha. Uma escolha que implica sensibilidade e independência. É somar consigo, excluindo a constante lacuna que incomoda e dá um nó na garganta; a falta de si. Seria como estar diante do espelho e não identificar o reflexo exposto. E logo pensamos ser azar, destino ou qualquer outra teoria pré-estabelecida que mine a nossa vontade de seguir com os olhos abertos. Não dá para vivermos assim. Não é permissível continuarmos assim. Ao menos não se for para ignorarmos todas as belezas das quais somos constituídos.

Deixemos de lado os infortúnios diários. Reservemos momentos necessários para uma amplitude das nossas ideias e sentires. Percamo-nos nas afinidades, interesses e paixões motivadas por sorrisos. Podemos e devemos abraçar segundos de fragilidades e tristezas, mas, sob nenhuma hipótese, aceitemos desistir de sorrir. Porque se o dia acorda indisposto, tudo bem. A gente procura um afeto na gaveta, recosta no calor de um abraço ou, quem sabe, esbarra com a sinceridade de um amor tranquilo bem ali, dobrando uma esquina.

“Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir…”

Gui Moreira Jr

"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

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Gui Moreira Jr

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