ARTE E ENTRETENIMENTO

Filme fabuloso de diretor vencedor do Oscar é considerado um dos melhores da Netflix

“Okja” é um daqueles filmes que começa com um tom leve e quase infantil, mas logo se revela uma poderosa crítica social embalada em uma aventura emocionante. Dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho (o mesmo de Parasita), o longa mistura gêneros com ousadia e entrega uma história comovente e provocadora.

A trama gira em torno de Mija, uma garota que vive com o avô em uma região montanhosa da Coreia do Sul. Sua melhor amiga é Okja, uma criatura geneticamente modificada criada por uma megacorporação chamada Mirando, que pretende resolver a crise mundial de alimentação. Durante dez anos, Okja é criada como um animal de estimação, mas a empresa vem cobrar o “produto” de volta, e a jovem parte em uma jornada corajosa para resgatá-la.

O filme caminha entre o realismo e o absurdo, misturando cenas de ação com momentos tocantes e até cômicos. Bong Joon-ho não economiza na crítica à indústria alimentícia, ao marketing enganoso e ao uso da ciência para fins puramente comerciais. Ao mesmo tempo, ele constrói personagens carismáticos, como a própria Mija, que conquista o público com sua determinação silenciosa.

O elenco é um show à parte: Tilda Swinton está impagável como a dupla de executivas excêntricas da Mirando, e Jake Gyllenhaal entrega uma atuação exagerada e desconfortável — propositalmente caricata. Já o coração da história é Ahn Seo-hyun, intérprete de Mija, que brilha com sensibilidade.

Visualmente, Okja é marcante. A criatura digital é incrivelmente expressiva, e a fotografia consegue equilibrar as paisagens naturais da Coreia com o caos urbano das cidades. A trilha sonora, por sua vez, dá um tom quase de fábula à narrativa.

Embora em alguns momentos o tom do filme pareça oscilar demais — ora leve demais, ora brutal —, essa escolha é coerente com a proposta de Bong Joon-ho: desconcertar o espectador e forçá-lo a refletir. No fim das contas, Okja é sobre empatia, consumo consciente e os laços invisíveis que nos unem aos outros seres vivos.

CONTI outra

As publicações do CONTI outra são desenvolvidas e selecionadas tendo em vista o conteúdo, a delicadeza e a simplicidade na transmissão das informações. Objetivamos a promoção de verdadeiras reflexões e o despertar de sentimentos.

Recent Posts

Esta resiliente atriz marcou os anos 2000, sumiu dos holofotes após tragédia pessoal e hoje quase ninguém reconhece

Nos anos 2000, ela se tornou conhecida do público britânico, principalmente por causa de sua…

6 horas ago

O ano era 1980, e essa música não saía do rádio… Marcou uma geração! Será que você ainda reconhece?

A batida começa e a memória entrega tudo… Essa música virou febre em 1980. Será…

6 horas ago

Há quase 50 anos esta música estourou nas rádios mas hoje quase ninguém lembra. Você reconhece?

Um hino que soa como uma porta de entrada para os anos 80: acelerada, sensual…

7 horas ago

Todos olham para a família, mas é a empregada ao fundo que guarda a grande história

Na foto de 1961, ela ficou atrás de todos — mas sua vida não ficou…

9 horas ago

Meu pai casou com minha tia 8 dias após a morte da mãe, mas o que descobri no altar deles mudou tudo…

No casamento do meu pai com minha tia, o filho dela me puxou de lado…

10 horas ago

O buquê que prende seu olhar primeiro pode revelar algo inesperado sobre você

Há escolhas que parecem pequenas demais para dizer alguma coisa sobre nós, mas acabam entregando…

10 horas ago