Felipe Souza

Amar é como preparar um bule de café…

É preciso nutrir os nossos relacionamentos, afinal, há coisas que são preciosas demais para se deixar perder.

Não se aprende a amar, nasce-se com essa capacidade, mas é possível aprender a amar e ser amado da maneira que se deve, com troca e entrega na medida que a relação e o tempo pedirem. Às vezes mais, às vezes menos, mas sempre preservando o desejo de ser feliz e fazer feliz. Analisando bem, e adicionando uma dose de poesia, é como preparar um bule de café, aprende-se a medida certa de água, do pó, a temperatura do fogo, a dose de açúcar que você deseja e a dose de que o outro precisa. Não há receita exata, não há fórmulas, nem regras. O que se aprende, então, é adequar, de acordo com a sensibilidade.

Há, no entanto, pequenas coisas que fazem o dia a dia das relações mais leve e mais bonito, pequenas notas de rodapé em um livro a ser escrito a dois.

Eu tenho as minhas próprias notas de rodapé, que hoje decidi compartilhar neste texto, e que você pode tomar como suas se lhe fizerem sentido. Com leveza e de coração aberto, eu compartilho:

Sobre leveza

Retribua àquele sorriso com que alguém lhe presenteia em um daqueles dias em que os problemas corriqueiros insistem em lhe roubar a alegria. Não duvide, sorrisos iluminam qualquer escuridão.

Sobre vulnerabilidade e retribuição

Quando uma mão amiga lhe for estendida, enquanto todas as outras lhe apontarem o dedo em julgamento, não ofereça resistência. Somos todos humanos e vulneráveis e precisamos ser ajudados. Só não se esqueça de dizer, “Obrigado!”, e de estar pronto para ser você um dia a mão estendida.

Sobre ser um e dois

Seja feliz com o outro e pelo outro. Quem quer bem, afinal, celebra cada conquista daquele a quem se ama como se fosse sua, independentemente de qualquer circunstância. Tenha em mente: relações saudáveis não florescem em um terreno de egoísmo e cassação direitos.

Sobre individualidade

Silêncios nem sempre significam falta de intimidade. Em cada pessoa habita todo um universo, de modo que às vezes o outro prefira abrigar-se no seu próprio mundo por um período de tempo. Não se desespere, ele já volta! Aproveite e desfrute você também da própria companhia. Quando estiverem juntos de novo, coabitando o universo que criaram para vocês dois, as conversas serão infinitamente mais ricas do que antes.

Sobre o maior amor do mundo

Ame com entrega e com devoção, mas nunca perca de vista o maior amor do mundo, o amor-próprio.

***

Imagem de capa meramente ilustrativa: cena do filme “La la land”

Felipe Souza

Felipe Souza é escritor, jornalista, editor de conteúdo para a internet e agora também podcaster. E, além disso, um leitor voraz e um curioso sobre os mais diversos assuntos.

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