Por Josie Conti
Vik Muniz (1961) é artista plástico brasileiro, conhecido, por usar componentes inusitados em suas obras.
É radicado em Nova York. Nascido em São Paulo com o nome de Vicente José de Oliveira Muniz, chegou a cursar Publicidade e Propaganda.
Em 1983, passou a viver em Nova York.
A partir de 1988, começou a desenvolver trabalhos que faziam uso da percepção e representação de imagens a partir de materiais como o açúcar, chocolate, catchup e outros como o gel para cabelo e lixo.
Em 2010, foi produzido um documentário intitulado “Lixo Extraordinário”, sobre o trabalho de Vik Muniz com catadores de lixo de Duque de Caxias, cidade localizada na área metropolitana do Rio de Janeiro. A filmagem recebeu um prêmio no festival de Berlim na categoria Anistia Internacional e no Festival de Sundance.
Abaixo, caro leitor, convido-o para apreciar algumas de suas obras enquanto realiza um passeio poético.
“Seu olhar parece mais um modo de escutar.”
Mia Couto
As mães choram,
as mães não comem,
as mães não dormem,
mas não são santas.
As mães enganam a fome da gente.
As mães sentem dores, mas não contam,
as mães não são flores, não não
elas não murcham jamais.
As mães não lamentam,
as mães do morro, morre em vida
morre em vida as mães bantas.
Mãe não tem paz, mãe não tem paz!
A mãe do sertão, canta, jejua e canta.
As mães não são santas.
As mães têm suas sinas
mães judias, mães palestinas…
têm suas sinas.
Mãe menina da favela,
só tem pro filho, oração e vela.
Mãe do menino deus, mãe velha.
As mães só querem desinventar a guerra.
Mãe sozinha, mãe do que nem nasceu,
Mães que choram os filhos seus
as mães não são santas,
as mães são mesmo é deus.
Joilson Kariri
“Nós lemos emoções nos rostos, lemos os sinais climáticos nas nuvens, lemos o chão, lemos o Mundo, lemos a Vida. Tudo pode ser página. Depende apenas da intenção de descoberta do nosso olhar.”
Mia Couto
Quando descobri o mundo
Ele estava desnudado e sujo.
Ressaqueado, ar de deboche,
Tentava esconder a nudez com as mãos.
Pois foi preciso redescobri-lo mil vezes
Para enxergar além do hostil.
Hoje, quero cobri-lo com colcha felpuda,
Colocá-lo em meu colo
E contar histórias de esperança
Para que possa adormecer seguro.
Nara Rúbia Ribeiro
Não fosse a tua boca
água nua esperando um barco
e morreria eu de amar,
e morrerias tu sem mar.
Mia Couto
“Quem experimenta a beleza está em comunhão com o sagrado.”
Rubem Alves
“As pessoas não morrem, ficam encantadas.”
Guimarães Rosa
Aprendi que o artista não vê apenas. Ele tem visões. A visão vem acompanhada de loucuras, de coisinhas à toa, de fantasias, de peraltagens. Eu vejo pouco. Uso mais ter visões. Nas visões vêm as imagens, todas as transfigurações. O poeta humaniza as coisas, o tempo, o vento. As coisas, como estão no mundo, de tanto vê-las nos dão tédio. Temos que arrumar novos comportamentos para as coisas. E a visão nos socorre desse mesmal.
Manoel de Barros
“Meu sonho é mudar a forma elitista com a qual a arte é encarada. Não acredito na separação entre o popular e o inteligente, como se fossem coisas antagônicas.”
Vik Muniz – Site oficial
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