“A medida de amar é amar sem medida”, entoou Gessinger, e, nessa medida que não se mensura, muitas vezes busca-se encontrar uma justificativa para o amor. Acontece que o amor não é um argumento concebido para ser justificado. Basta sê-lo. Quando almejamos detalhes para explicar o emocional no seu mais alto sentido, o próprio se perde nas vaidades e expectativas, antes ignoradas no início deste pulsante sentir.
Para o bem ou para mal, o amor não pode ser encarado como prerrogativa de atos falhos para essa necessidade presente do ser de querer explicar os porquês dos seus gestos e falas. O amor é um estado de consciência sem controle. Mas a ausência de um manual pouco vislumbra caminhos certeiros para dar vazão. Pelo contrário, o amor livre dos preconceitos vividos conduz rumo ao aprendizado. Escutar sem o ímpeto de estar certo. Dizer sem a arrogância de desrespeitar. Transbordar afeto por sentir demais e não por querer de menos. A possessão impregnada do manipular o amor fere, subjuga, corrompe. Injustificável é o amor. Compartilhar todo o sentimento vai além do trivial. O romantismo contido no silêncio, a admiração crescente no pensar e o respeito construído nas diferenças são a chave mestra da relação entre corações corajosos.
Dizer “eu te amo” não torna o amor realidade. Não justifica, de tempos em tempos, adentrar num embate selvagem para defender pontos de vista. Imaginar superações de obstáculos postos por vaidades não legitima o querer bem do outro. É só o coração imaturo fazendo pirraça. Mas tratar o sentimento birrento mais afasta do que aproxima.
O amor, por bem, por todas as coisas ouvidas e lidas durante um tempo de vida, floresce a partir da humildade. Saudável é o amor que repousa devagar e urgentemente numa dança de muitos ritmos. Algumas vezes o tom desafina, mas o soar não chega a ser estridente. Um deslize por esquecer a letra acontece, mas nunca na melodia. O amor não precisa ser justificado. O amor apenas é.
Em 1969, uma comédia sobre dois casais dispostos a questionar as regras do casamento chegou…
Simon Cowell estava prestes a apertar o botão vermelho quando uma mudança na apresentação de…
Lançado em 1964, Viva Las Vegas reuniu Elvis Presley e Ann-Margret em uma comédia musical…
Fotografias antigas de artistas famosos costumam revelar detalhes que dificilmente aparecem nas telas. Um sorriso…
Patrick Swayze ficou marcado no cinema pela condição física exibida em filmes como Dirty Dancing,…
A ilustração parece mostrar apenas um jardim cheio de detalhes: uma árvore carregada de folhas,…