Patrick Swayze ficou marcado no cinema pela condição física exibida em filmes como Dirty Dancing, Ghost e Caçadores de Emoção. Nos últimos anos de vida, porém, o ator enfrentou um câncer de pâncreas em estágio avançado enquanto lidava com um hábito antigo: o consumo intenso de cigarros.
Relatos sobre a vida do astro indicam que Swayze chegou a fumar cerca de 60 cigarros por dia, o equivalente a três maços. Mesmo depois do diagnóstico, ele continuou fumando durante parte do tratamento contra a doença. A informação reapareceu anos depois em produções dedicadas à trajetória pessoal do ator, entre elas o documentário Patrick Swayze: Ghosts & Demons, lançado em 2019.
O filme reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Swayze e aborda aspectos menos conhecidos de sua vida. Entre eles aparecem o tabagismo e os problemas com bebida. Nikki D’Amico, amiga e parceira de dança do ator, afirmou na produção que ele tinha uma personalidade propensa a vícios e enfrentava dificuldades relacionadas ao álcool.
O número de 60 cigarros por dia não surgiu apenas no documentário. Registros biográficos sobre Swayze mencionam que ele próprio reconheceu ter chegado a esse nível de consumo. Fotografias feitas durante o período de tratamento também mostraram o ator fumando, inclusive depois de sessões de quimioterapia.
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O câncer de pâncreas foi diagnosticado em 2008. Em janeiro de 2009, durante uma entrevista concedida a Barbara Walters, Swayze falou publicamente sobre a gravidade de seu quadro e reconheceu seu histórico de tabagismo pesado entre os fatores que poderiam ter contribuído para a doença. Naquele momento, o câncer já havia atingido o fígado, e o ator passava por tratamento intensivo.
A relação entre cigarro e câncer pancreático é bem estabelecida pela medicina. O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos classifica o tabagismo como um importante fator de risco para a doença.
Já a American Cancer Society estima que fumantes tenham aproximadamente o dobro do risco de desenvolver câncer de pâncreas em comparação com pessoas que nunca fumaram. Isso não significa, porém, que seja possível atribuir individualmente o câncer de Swayze exclusivamente ao cigarro.
Apesar do diagnóstico, o ator tentou continuar trabalhando. Durante o tratamento, gravou a série policial The Beast, exibida em 2009. Em entrevista naquele período, disse estar assustado e com raiva, mas rejeitou a ideia de abandonar imediatamente sua carreira.
Swayze morreu em 14 de setembro de 2009, aos 57 anos, cerca de 20 meses após o diagnóstico de câncer de pâncreas. Ele estava acompanhado da família.
Décadas depois de sucessos como Dirty Dancing, de 1987, e Ghost, de 1990, relatos sobre seus últimos anos acabaram revelando um contraste pouco conhecido pelo público: o ator lembrado pela dança e pelo porte atlético havia convivido durante décadas com um nível extremamente alto de consumo de cigarros e teve dificuldade para abandonar o hábito mesmo durante o tratamento contra uma doença grave.
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