Percorro todas as tardes um quarteirão de paredes
nuas.
Nuas e sujas de idade e ventos.
Vejo muitos rascunhos de pernas de grilos pregados
nas pedras.
As pedras, entrentanto, são mais favoráveias a pernas
de moscas do que de grilos.
Pequenos caracóis deixaram suas casas pregadas
nestas pedras.
E as suas lesmas saíram por aí à procura de outras
paredes.
Asas misgalhadinhas de borboletas tingem de azul
estas pedras.
Uma espécie de gosto por tais miudezas me paralisa.
Caminho todas as tardes por este quarteirões
desertos, é certo.
Mas nunca tenho certeza
Se estou percorrendo o quarteirão deserto
Ou algum deserto em mim.
Manoel de Barros
Uma experiência dolorosa pode permanecer conosco durante décadas. Algumas pessoas chegam aos 50, 60, 70…
Quando determinada lembrança provoca sofrimento, tentar não pensar nela parece uma solução bastante lógica. Mudamos…
Algumas experiências passam. Outras parecem continuar acontecendo dentro de nós muito depois de terminarem. Uma…
Somente 3 especialistas médicos poderão fazer harmonização facial após Tribunal Federal proibir dentistas.
A ciência acabou de provar: existe um ingrediente simples e baratinho capaz de se ligar…
Esta rara foto de paparazzi mostra um ator icónico aos 81 anos visto durante um…