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Mais uma desculpa para dizer não!

Chega um feriadinho e a gente logo pensa em como aproveitar da melhor maneira possível :Um passeio, uma reunião com os amigos, quem sabe uma visita aos parentes, pintura da casa, colocar a casa e a vida no lugar.

Mas então a gente começa a se preparar para seja-lá-o-que-for que estamos planejando e… sem pedir qualquer licença se instalam as nuvens negras da tempestade imaginária que vai cair a qualquer momento nas nossas vidas, só porque resolvemos planejar algo mais divertido do que trabalhar e cumprir a rotina fielmente.

Não que trabalhar e viver a rotina sejam coisas negativas, pelo contrário, são essas repetições que regem nosso calendário e fazem os momentos de pausa serem tão valorizados. Mas, penso que não nos demos conta de alguns paradigmas que andamos criando nos últimos tempos.  No dia a dia não temos muitas opções, pois devemos trabalhar e cumprir os afazeres em qualquer situação, com chuva e sol, calor e frio, trânsitos, greves, mal humor,  dores e dores (para todas as variações).

Mas, e que fique bem claro que não estamos falando de nenhuma patologia e sim dos truques que usamos para nos vitimizar, no momento em que consideramos a possibilidade de ousar nos divertir e relaxar, aí o mundo desaba e os pânicos preenchem todos os espaços que deveriam pertencer ao prazer.

  • Vamos ao parque, passar o dia de papo para o ar! – Não podemos, vai chover, vai ventar, o mundo vai se acabar.
  • Vamos combinar um encontro, amigos de escola, há tanto tempo não nos vemos! – Eu não posso, preciso levar meu cão para tosar; – Eu confirmo depois, talvez também não possa; – Pode ser outro dia? (gostaria de estar mais confiante, mais elegante, mais fascinante…)
  • Vamos visitar aqueles parentes que sempre nos convidam! – Não, vamos pegar muito trânsito! – Talvez eles nem estejam em casa!
  • Vamos mudar nosso ambiente, pintar as paredes, os móveis, mudar tudo de lugar! – Não, sinto receio de não me sentir mais em casa!
  • Vamos viajar, ver como é a vida em outro lugar! – Não, não sei se vou gostar da comida; – Não sei se conseguirei dormir; – Não sei se serei capaz de ver gente vivendo de forma mais descomplicada e simples.

E são tantos “vamos” e “nãos” que acabamos concluindo que vivemos com uma cartela de pânicos que nos impedem de dar um passo a mais em favor do nosso conforto.

Sim, porque enfrentamos tudo para ir ao trabalho, mas queremos que o prazer bata à nossa porta,  para nos livrar dos perigos.

É hora, pois, de pensarmos que,  se não enfrentarmos todos esses receios, eles certamente nos engolirão sem piedade, e nossa vida será um emocionante “conto de nadas”!

Emilia Freire

Administradora, dona de casa e da própria vida, gateira, escreve com muito prazer e pretende somente se (des)cobrir com palavras. As ditas, as escritas, as cantadas e até as caladas.

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