Por Lúcia Costa
Ainda na infância, aqueles amigos umbilicais descobriram-se apaixonados. Juraram-se, acreditaram-se, o relógio adiantou ponteiros, anelaram-se, casaram-se.
Os anos passaram apressados: o desejo queimou o primeiro; a sede bebeu o segundo; a fome comeu o terceiro. Quatro anos e as bocas frias ruminavam; os corpos gritavam em silêncio pelo pequeno corpo que não lhes chegava. À parteira, menos um luz para mostrar; ao padre, uma falta na pia batismal no domingo; ao Mundo, uma ideia negada; ao casal, uma chupeta e dois pesinhos para medir os limites da casa.
Não queriam adquirir choro que não lhe fosse proveniente dos próprios olhos. Acreditavam que, com isso, teriam de se acostumar à vereda que o pequeno desconhecido traria desenhada. Todos os planos davam para um filho; todos os meses davam para o fracasso.
Uma noite, enquanto viam TV na sala, escutaram um choro primário vindo do jardim. Sufocado entre flores e espinhos, formigas e grama úmida, chegou a casa aquele minúsculo ser de olhos ainda fechados.
E por ali descobriu para que servem os pés, subiu as escadas, dormiu sozinho, espremeu a primeira espinha, dormiu junto a uma estranha sorrateira, desceu para ser calouro, subiu com o diploma, beijou os pais, partiu para longe, encontrou o útero que lhe fermentou, libertou-o da prisão, ofereceu-lhe casa, chama-o carinhosamente de”mãe”.
Longe dali, um par de cabelos brancos, ainda de luto, lamenta o que poderia ter sido, e foi.
Nem todo mundo reconhece a paz quando ela chega. Para algumas pessoas, uma relação tranquila…
Não é dengue, mas esse mosquito tá ligado a 2 coisas nojentas!
Quase todo mundo responde errado esse teste por ignorar um detalhe MUITO pequeno no copo.
Antes de virar nome respeitado em Hollywood, ela conheceu um tipo de porta fechada que…
Com base na silhueta, você tenta ajudar os outros ou se protege emocionalmente? 🤲
Algumas imagens parecem escolher por onde vão entrar na nossa cabeça!