Eu não quero ser a substituta dos seus sonhos perdidos, a adivinha dos seus vales proibidos, a mãe que preenche com amor e carinho os teus vazios existenciais.
Eu não quero ser a que traz sentido para a sua vida, a professora que pega na sua mão e te ensina a colorir os dias. Eu não quero ser o travesseiro confortável onde você pode deitar e finalmente descansar o peso das coisas que você ainda não conquistou.
Eu não quero ser a sua metade, algo que te completa, que você não pode viver sem. Porque eu quero a multiplicidade de dois universos se encontrando.
Eu não quero ser a boia para os seus constantes momentos de afogamento. Eu não quero ser a ativista, a idealista, a apaixonada pela causa de conseguir gerar luz em seus olhos. Eu não quero me vangloriar por milagres tão difíceis de achar.
Eu não quero mais segurar nas minhas mãos essa marreta de destruir pedras cristalizadas em volta dos corações. Eu não quero ser a médica especialista em desfibrilador. Eu não quero massagear o seu ego, e destruí-lo é um risco e um caminho longo, eu já me acompanho nisso, não quero acompanhar você também.
Eu não quero atrasar meus horizontes só pelo orgulho de ver aonde você poderia chegar se decidisse se abrir e eu decidisse ficar. Eu não quero me desgastar para tentar te fortalecer. Eu não posso adotar mendigos viciados em se suprir da energia alheia.
Eu não quero ser o curativo para a sua falta de cuidado consigo mesmo, a muleta amparando os seus medos de voo, o chá de camomila aliviando as suas noites sem sono.
Eu não posso ser o falso alívio para o seu caminho evolutivo.
Eu não quero estar acessível toda vez que você não souber o que fazer consigo mesmo. Eu não posso vestir suas pernas, te insuflar sonhos, te resgatar da cegueira, te pegar no colo.
Eu não posso passar a mão na sua cabeça e fingir que a vida é assim, que eu estarei sempre aqui. Eu não posso te estragar, me atrasar, eu não posso ficar.
Eu não quero que a minha vida seja a missão de fazer a sua vida melhor. Eu não quero ter a responsabilidade de ser a sua felicidade.
Simplesmente porque eu não sou.
*Texto inspirado na música Not the doctor- Alanis Morissette
Patrick Swayze ficou marcado no cinema pela condição física exibida em filmes como Dirty Dancing,…
A ilustração parece mostrar apenas um jardim cheio de detalhes: uma árvore carregada de folhas,…
Durante dez anos, Elizabeth criou o neto sem saber explicar uma das perguntas que ele…
A ilustração de uma antiga livraria parece comum nos primeiros segundos. Livros ocupam quase todos…
Durante boa parte do fim do século XIX e do início do século XX, pessoas…
Poucas figuras públicas foram fotografadas com tanta frequência quanto a princesa Diana, né? Durante os…