Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (…) Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça. Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores. Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. A memória. (…) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes. Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada… De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros.
Al Berto, in “Entrevista à revista Ler (1989)”
Via Citador
Quem já tentou carregar ovos fora da embalagem original sabe que a tarefa parece simples,…
Não faça parte da estatística de quem 'não sabia! O coágulo não avisa quando vai…
Ela foi o sonho de muitos homens nos anos 90, até a fama cobrar um…
Se alguém da sua família faz isso com você, talvez esteja na hora de impor…
À primeira vista, a imagem parece uma daquelas charadas feitas para deixar qualquer pessoa travada...…
A bactéria encontrada em lotes de produtos da Ypê recolhidos por determinação da Anvisa tem…