A chuva de meteoros Oriônidas — gerada pelos detritos do cometa Halley — atinge o pico na madrugada de 20 para 21 de outubro e segue ativa nos dias seguintes. A previsão é de excelentes condições em 2025: Lua Nova no dia 21, céu mais escuro e taxa típica de 10 a 20 meteoros por hora, com eventuais “fireballs”.
Para ver melhor, vale fugir das luzes urbanas, deitar no chão e olhar entre meia-noite e o amanhecer. No Hemisfério Sul, a orientação geral é apontar o corpo para o nordeste, já que o radiante fica em Órion e sobe durante a madrugada.
1) Chapada Diamantina (BA) — Céu escuro em grandes áreas de altitude, horizontes abertos e fácil acesso a mirantes como o Morro do Pai Inácio. A baixa poluição luminosa ajuda a “multiplicar” os rastros rápidos típicos das Oriônidas.
2) Parque Estadual do Desengano (RJ) — Primeiro Dark Sky Park certificado na América Latina, reconhecido por preservação do céu noturno. Trilhas e cumes oferecem ângulos amplos para sessões de observação de longa duração.
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3) Serra da Capivara (PI) — O parque nacional reúne vastas áreas rurais com pouca luz artificial. Em noites secas, o contraste do céu é excelente — e o clima do sertão, na transição para a madrugada, costuma colaborar.
4) Serra Catarinense (SC) — Plataformas naturais em Urubici e São Joaquim elevam o observador acima de neblina raseira. A altitude melhora a transparência e garante bons horizontes para captar trilhas longas. (Condição: checar frio e vento antes de sair.)
5) Pantanal (MS/MT) — Em áreas mais isoladas de pousadas e fazendas, o céu costuma ser limpo e profundo. Se o tempo ajudar, os rastros das Oriônidas cortam o horizonte com grande campo de visão.
Escolha um local escuro, chegue 30 minutos antes para adaptação da visão e evite telas. A janela mais ativa vai de meia-noite ao amanhecer; se nublar, tente de novo nas noites seguintes, porque a atividade segue forte por quase uma semana ao redor do pico. No Hemisfério Sul, alinhe-se voltado ao nordeste; as trilhas parecem sair de Órion, mas podem riscar o céu em qualquer direção.
Por que 2025 é especial — A Lua Nova coincide com o pico e reduz o brilho de fundo, aumentando o número de meteoros visíveis a olho nu. As principais agências (NASA/AMS) estimam ~20/h em condições ideais, sem necessidade de equipamentos.
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