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Baseado em fatos reais, filme com Sam Claflin é de cortar o coração — e já está no streaming

Pouca gente se dá conta de que, em 1983, uma calmaria tropical no Pacífico virou um pesadelo que durou 41 dias — e deixou registros suficientes para virar livro, reportagem e, anos depois, um longa-metragem.

Vidas à Deriva (2018), agora no catálogo da Max, reconstrói a travessia real de Tami Oldham e Richard Sharp, casal que topou levar um veleiro de luxo do Taiti até a Califórnia em troca de uma boa recompensa financeira. A promessa de um job dos sonhos logo se mostrou um teste extremo de resistência.

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Logo nas primeiras cenas, Shailene Woodley vive Tami com aquela mistura de espírito aventureiro e vulnerabilidade que o público já conhece de A Culpa é das Estrelas.

Sam Claflin, por sua vez, encarna o britânico Richard, exímio navegador que aceita o frete achando que a temporada a bordo será apenas mais uma história para contar.

Só que, no meio da rota, o furacão Raymond mostra quem manda num mar aberto: rajadas de 225 km/h arrancam o mastro, inundam o convés e arremessam Richard contra a estrutura do barco.

A partir daí, a narrativa se concentra em Tami tentando consertar o que sobrou do Hazaña, racionar água, calcular quilômetros sem GPS e, ainda, cuidar do companheiro gravemente ferido.

Os roteiristas usaram como base o livro Red Sky in Mourning, escrito pela própria Tami, o que explica a precisão de detalhes náuticos: do modo correto de aparar velas improvisadas ao truque curioso de posicionar latas vazias para coletar orvalho.

Essa fidelidade à história real ganha força com a direção de Baltasar Kormákur (Everest), acostumado a filmar em condições climáticas complicadas. Boa parte das cenas foi captada em mar aberto, sem uso pesado de estúdio, o que faz o espectador sentir cada balanço inesperado do casco.

Apesar de ser vendido como um drama romântico, o filme também funciona como manual de sobrevivência: conta o passo a passo de reparar um sextante danificado, mostra como calcular a distância até o Havaí usando apenas as estrelas e explica por que a linha do horizonte pode enganar até navegadores experientes.

Para quem gosta de histórias verídicas com dose alta de superação, Vidas à Deriva é escolha certeira — e já está liberado para streaming, áudio original e dublagem em português!

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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