Por Nicholas Garcia
Você rebebeu uma infinidade de conselhos enquanto crescia, entretanto, o que eu vou te mostrar nessa matéria é que, mesmo que eles tenham sido bem intencionados, nem todos são realmente bons para você.
Nota da CONTI outra: Lembrem-se sempre que todos os itens apresentados nesse site são convites à reflexão, uma vez que não existem regras absolutas para a vida.
Não, você realmente não deve! Todo o sucesso que eu tive na vida veio como um resultado de não ligar para o que a maioria das pessoas pensa ou diz a meu respeito. Viver em função disso, é viver a vida do outro e não a própria vida.
Esta é uma lição de vida nobre e que deve ser seguida até certo ponto. É claro que ser educado e gentil são coisas boas, mas o problema começa quando a pessoa acha que tem que agradar a todos e nunca magoar ninguém. É melhor dizer a alguém que você não pode fazer algo, por exemplo, do que fazer e se sentir desvalorizado. Quando não dizemos não a ninguém, o “não” costuma ser para nós mesmos e para nossos próprios sentimentos e vontades.
E esperar o melhor, certo? Errado. Estar sempre preparado para o pior pode te levar a crises de ansiedade e, em casos graves, até mesmo paralisar seus atos. É importante ser prevenido (a) e manter a vida em ordem, mas não há nenhuma razão para se preparar para o pior em cada situação pela qual você passar.
Quantas vezes o “pior” realmente aconteceu?
É impossível que fiquemos felizes com tudo, o tempo todo. Você precisa deixar seu corpo fazer o que ele quer fazer e respeitar seus ritmos e alterações de humor. Uma perda exigirá um luto, mudanças podem ser muito difíceis e nem tudo acontece como gostaríamos. Virão dias em que você simplesmente vai quer ficar “na sua” e não conversar com ninguém. O tempo para “estar triste” deve ser respeitado e a tristeza passará naturalmente. Se, com o passar dos dias, você não melhorar, um profissional especializado poderá ajudar a avaliar se você precisa de ajuda. Entretanto, na maioria das vezes, você vai superar isso naturalmente e estará mais bem preparado (a) para quando acontecer novamente.
Tudo bem, eu não estou dizendo que você deve sair por aí virando mesas e estourando balões de criancinhas. O que eu estou dizendo é que a palavra “sempre” é muitas vezes mal utilizado nesta lição de vida.
Com base na minha experiência de vida, posso lhe dizer uma coisa com certeza: caras legais terminam por último (na maior parte do tempo); é um milagre eu ter uma namorada sendo “bonzinho” como sou. Além disso, ser SEMPRE doce e gentil não resolve uma infinidade de situações complicadas.
Pense, por exemplo, quando precisamos nos impor para reivindicar alguns direitos como a eliminação de taxas abusivas em um contrato ou quando precisamos encerrar uma , ou melhor, a décima ligação telefônica de uma empresa que aborda os clientes de maneira intensiva e invasiva. Nesses casos sempre será necessária a imposição de nossa vontade, uma vez que o outro lado, já de início, não respeitou o lado mais condescendente.
A raiva não te levará a um bom resultado, mas a bondade também não. É uma mistura dos dois que permitirá a resolução de situações mais complexas.
Assim como permanecer ingênuo em um mundo malicioso não é uma boa alternativa, ser “bonzinho” demais também não é um bom conselho.
Sempre avalie bem a situação em que está inserido (a) e, antes de reagir com comportamentos automáticos, pense em qual será SUA melhor opção. A escolha correta, em alguns caso, pode ser bem diferente do que você foi aconselhado a fazer ao longo da vida.
Traduzido e adaptado por Josie Conti
Do original: 5 Life Lessons You Never Knew You Should Unlearn
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