10 dicas para melhorar a comunicação com um doente de Alzheimer

Por Carole Larkin

Será que seu ente querido está apenas te ignorando ou existe uma outra maneira de melhorar a comunicação que possa aproximar vocês?

Experimente aplicar em sua rotina algumas das dicas listadas abaixo e avalie se consegue alcançar melhoras na comunicação.

As dicas são indicadas para doentes que encontram-se classificados em estágios médios (declínio cognitivo mediano) ou superiores da doença.

  • Faça contato visual. Sempre que precise falar com uma pessoa que tenha a doença de Alzheimer, faça-o  cara a cara e mantenha o contato visual. Use também o nome da pessoa, pois isso pode ajudá-la a melhor orientar sua atenção para você. Se a pessoa estiver bem consciente de sua presença e você conseguir manter sua atenção ao falar, é bem mais provável que ela entenda a mensagem que você quer transmitir. Também é importante que você sempre se aproxime de frente. Abordar a pessoa chegando lateralmente ou por trás pode assustá-la e dificultar a comunicação.
  • Converse no mesmo nível. Posicione-se para que sua cabeça fique no mesmo nível da pessoa com quem quer conversar. Flexione os joelhos ou sente-se para ficar melhor posicionado. Não se levante de maneira repentina ou faça movimentos bruscos perto da pessoa- isso pode ser intimidante e assustador. O doente de Alzheimer não conseguirá prestar atenção em você se estiver assustado.
  • Diga-lhes o que você vai fazer antes de fazê-lo. Especialmente se você for tocá-los. Eles precisam saber o que acontecerá, de modo que eles não pensem que você vai agredi-los ou mesmo invadir um espaço pessoal.
  • Fale com calma. Sempre fale de uma forma calma e com um tom otimista na voz, mesmo que  você não se senta assim naquele momento. Se você soar irritado ou agitado, muitas vezes eles vão espelhar esse sentimento de volta para você e isso, sempre que possível, deve ser evitado.
  • Fale devagar. Fale  na metade da sua velocidade normal quando falar com eles. Respire entre cada frase. Eles não podem processar palavras tão rápido quanto as pessoas não doentes podem. Dê-lhes a chance de recuperar o atraso de entendimento falando lentamente.
  • Procure usar frases curtas. Use frases diretas e curtas com apenas uma ideia para cada sentença. Normalmente, eles só podem se concentrar em uma ideia de cada vez.
  • Só faça uma pergunta de cada vez. E deixe-os responder antes de fazer outra pergunta. Você pode perguntar a quem, o quê, onde e quando, mas não por que. “Por quê?” é muito complicado. Eles vão tentar responder, falhar e ficar frustrados. Se puder, evite.
  • Não diga “lembra?”. Muitas vezes, eles não serão capazes de fazê-lo, e você estará apenas apontando-lhes as suas deficiências. Isso pode ser entendido como um insulto, e pode causar raiva e / ou constrangimento.
  • Inverta frases negativas tornando-as positivas. Por exemplo, diga “Vamos por aqui” em vez de “Não vá lá”. Também é necessário cuidado para não tratá-los como crianças. Respeite o fato de que eles são  adultos e trate-os como tal.
  • Não discuta com eles. Discussões não levam a lugar algum. Em vez disso, reconheça seus sentimentos, dizendo: “Eu entendo que você está com raiva (triste, chateado, etc…). Reconhecer esses sentimentos permite que eles saibam que eles não estão sozinhos e, em seguida, possam ser redirecionados para outro pensamento. Por exemplo, “Parece que você perdeu a sua mãe (marido, pai, etc …). Você os amou muito, não é? Conte-me sobre o tempo… “Em seguida, peça para que conte uma das suas histórias favoritas sobre essa pessoa).

Por Carole Larkin

Do original: 10 Tips for Communicating with an Alzheimer’s Patient

Traduzido e adaptado por Josie Conti

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