Entre um Globo de Ouro e outro, muita gente acaba achando que Wagner Moura e Fernanda Torres “se cruzaram” só agora no radar internacional.
Só que essa parceria já tinha rendido um dos títulos mais espertos do cinema brasileiro: “Saneamento Básico, o Filme” (2007), que voltou a circular forte por aqui e hoje dá para ver na Netflix Brasil.
Nos últimos dias, os dois voltaram a dominar conversa de premiações: Fernanda Torres foi premiada no Globo de Ouro de 2025 por “Ainda Estou Aqui”, e Wagner Moura levou o troféu em 2026 por “O Agente Secreto”.
Leia também: Fernanda Torres quebra o silêncio e comenta vitória de Wagner Moura no Globo de Ouro
A graça é notar como, quase vinte anos antes, eles já estavam brilhando num registro totalmente diferente — e bem mais engraçado.
Em “Saneamento Básico, o Filme”, o diretor e roteirista Jorge Furtado coloca a comunidade fictícia de Linha Cristal diante de um problema concreto: a fossa estourando, o mau cheiro e o “empurra-empurra” típico de repartição quando o assunto é obra pública.
Só que a prefeitura diz que não tem dinheiro para saneamento… enquanto existe uma verba carimbada para produzir um vídeo de ficção.
A saída que o grupo encontra é tão absurda quanto plausível: inventar um filme (com direito a criatura saindo do esgoto) para conseguir usar o dinheiro e, na prática, viabilizar o que a cidade realmente precisa.
A Fernanda Torres interpreta Marina, aquela pessoa que segura a bronca, tenta manter o plano nos trilhos e ainda precisa “dirigir” um set improvisado, sem nunca ter pisado num set.
Wagner Moura é Joaquim, o marido que entra de cabeça no teatro da situação — inclusive assumindo a parte mais performática do esquema quando o roteiro pede alguém para virar o “monstro”.
O elenco ainda traz Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Bruno Garcia, o que ajuda a comédia a ficar afiada sem depender de piada fácil.
O que faz esse filme funcionar tão bem é que ele não se contenta em só contar a história da “verba errada”: ele mostra, cena a cena, como nasce um filme quando ninguém sabe direito o que está fazendo — roteiro escrito às pressas, figurino improvisado, atuação na tentativa e erro, discussão de logística como se fosse reunião de condomínio.
E, no meio disso, aparece uma crítica bem brasileira: a burocracia que cria regras tão engessadas que a comunidade precisa driblar o sistema para resolver algo básico. Essa combinação deixa o humor atual mesmo depois de tantos anos.
Leia também: Os mimos luxuosos que Fernanda Torres e os demais indicados ao Oscar ganharam
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
Experiências traumáticas podem continuar afetando uma pessoa muito tempo depois de o acontecimento ter terminado.…
Quem aparece nesta foto histórica do Carnaval de 1982? Um dos nomes virou fenômeno nacional
Você reconhece? Yasmine Bleeth está bem diferente mais de 30 anos após Baywatch
Poucos reconheceriam essa atriz hoje 😮 Muito admirada (e desejada) anos 1990, ela decidiu abandonar…
Ela ficou irreconhecível após plásticas, mas conseguiu recuperar a aparência anos depois
Minha mãe contratou um motoqueiro tatuado, mas ninguém imaginava a ligação que existia entre eles