Você pode estar cercado de pessoas, conversar o dia inteiro, trabalhar em equipe, postar nas redes sociais… e ainda assim sentir um vazio difícil de explicar. A solidão moderna raramente tem a ver com estar fisicamente sozinho — ela nasce, na maioria das vezes, da ausência de vínculo emocional seguro.
Estudos recentes mostram que a solidão crônica é hoje um dos principais fatores de risco para depressão, ansiedade, transtornos psicossomáticos e até doenças cardiovasculares. Ainda assim, muita gente continua tratando esse sofrimento como “fraqueza” ou “frescura”.
A seguir, você vai entender os principais sinais, causas e impactos profundos da solidão emocional, com base em pesquisas científicas e na experiência clínica da psicóloga Josie Conti, especialista em traumas e EMDR.
Pesquisas publicadas na Social Cognitive and Affective Neuroscience demonstram que a exclusão social ativa no cérebro as mesmas regiões associadas à dor física. Ou seja: sentir-se sozinho não é algo abstrato, é uma experiência neurobiológica real.
Segundo a psicóloga Josie Conti, “muitos pacientes chegam ao consultório dizendo que não sabem explicar o que sentem, apenas que ‘algo dói por dentro’. Em muitos casos, o nome disso é solidão emocional, geralmente ligada a experiências precoces de rejeição ou negligência”.
📚 Referência científica:
Eisenberger, N. I., & Lieberman, M. D. (2004). Why rejection hurts. Science.
Um dos aspectos mais silenciosos da solidão é quando ela acontece dentro de vínculos afetivos. Pessoas que vivem relações sem escuta, validação emocional ou segurança acabam se sentindo invisíveis — mesmo acompanhadas.
Estudos da Journal of Social and Personal Relationships indicam que a solidão percebida dentro de relacionamentos é mais prejudicial à saúde mental do que estar solteiro.
Para Josie Conti, “a solidão mais dolorosa não é a de quem está sozinho, mas a de quem se sente só ao lado de alguém. Isso costuma reativar memórias emocionais antigas de abandono”.
📚 Referência científica:
Hawkley, L. C., & Cacioppo, J. T. (2010). Loneliness matters: a theoretical and empirical review of consequences and mechanisms. Annals of Behavioral Medicine, 40(2), 218–227. https://doi.org/10.1007/s12160-010-9210-8
Pesquisas em psicologia do trauma apontam que pessoas que viveram rejeição, bullying, abandono emocional ou negligência afetiva na infância tendem a desenvolver um padrão interno de isolamento — mesmo desejando conexão.
Esses indivíduos até se aproximam, mas inconscientemente se afastam quando o vínculo começa a ficar mais profundo.
A psicóloga Josie Conti observa que “o trauma ensina o cérebro que se conectar é perigoso. A solidão, nesses casos, não é escolha — é um mecanismo de proteção”.
📚 Referência científica:
Van der Kolk, B. (2014). The Body Keeps the Score. Penguin Books.
Apesar da promessa de conexão, estudos da American Journal of Preventive Medicine mostram que o uso excessivo de redes sociais está associado ao aumento da solidão percebida, especialmente quando há comparação social constante.
Curtidas não substituem vínculo. Conversas superficiais não geram pertencimento.
Segundo Josie Conti, “o excesso de estímulo social sem profundidade emocional cria uma falsa sensação de proximidade, mas reforça o sentimento de desconexão interna”.
A solidão crônica está associada a níveis mais altos de cortisol (hormônio do estresse), pior qualidade do sono e inflamação sistêmica. Um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que pessoas solitárias adoecem mais e se recuperam mais lentamente.
Ou seja: solidão não é apenas emocional — ela é física.
Ser independente emocionalmente não significa não precisar de ninguém. Pelo contrário: a verdadeira saúde emocional envolve capacidade de se vincular sem se anular.
De acordo com Josie Conti, “muitos adultos aprenderam a sobreviver sozinhos, mas nunca aprenderam a se conectar com segurança. Isso não é força, é adaptação”.
A psicoterapia, especialmente abordagens focadas em trauma como o EMDR, tem mostrado excelentes resultados no tratamento da solidão ligada a experiências traumáticas.
Ao acessar e ressignificar memórias emocionais antigas, o cérebro aprende que o vínculo pode ser seguro — e a sensação de isolamento começa a diminuir de dentro para fora.
📚 Referência científica:
Shapiro, F. (2018). Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR) Therapy. Guilford Press.
Se a solidão:
persiste mesmo com vida social ativa
vem acompanhada de ansiedade, tristeza ou vazio constante
interfere nos relacionamentos
gera sensação de não pertencimento
…ela merece atenção profissional.
A psicóloga Josie Conti atua no atendimento de adultos que sofrem com solidão emocional, traumas relacionais e dificuldades de vínculo.
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