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Endereço vazado e vingança: casa de adolescente ligada ao caso do cão Orelha é atacada com fezes

A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava (Florianópolis), já tinha virado um daqueles casos que “não desgrudam” das redes — mas agora o enredo ganhou um desdobramento que muda o foco do debate: saiu da investigação e foi parar na porta da casa de uma família.

Na madrugada de domingo (25), parentes de um dos adolescentes citados no caso registraram boletim de ocorrência após um ato de vandalismo em frente ao imóvel, com sujeira espalhada também no interfone, depois que dois jovens tocaram repetidamente e foram embora.

Segundo o relato da família, o endereço começou a circular online após a repercussão do caso, junto de ameaças.

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A resposta veio em forma de “justiça com as próprias mãos” — e é aí que o problema dobra de tamanho: além da apuração sobre a morte do animal, entra em cena o risco de perseguição, exposição de dados e intimidação de pessoas que ainda nem foram formalmente responsabilizadas.

Do lado da investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma ação na segunda-feira (26) para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, após denúncias de que um grupo de adolescentes teria participado das agressões contra o cão, que acabou sendo submetido à eutanásia.

Outro ponto que pesou na escalada do caso foi a disputa de versões em público: famílias de adolescentes citados afirmaram que eles são inocentes e dizem estar sofrendo acusações e exposição nas redes.

Em uma dessas manifestações, os pais de um adolescente sustentam que o filho “não tem qualquer relação” com o episódio e que a família passou a receber ameaças após a associação do nome do jovem ao caso.

A própria polícia também informou que dois adolescentes ligados às buscas estariam nos Estados Unidos em uma viagem já programada, com retorno esperado para a semana seguinte — detalhe que, na prática, aumentou ainda mais a pressão pública em cima do caso.

No meio disso tudo, o que era para ficar restrito a inquérito, diligências e responsabilização individual virou um efeito dominó: publicação de endereço, ameaça, vandalismo e, agora, pedidos à Justiça para que outro processo envolvendo a mesma família tramite sob sigilo, justamente para reduzir a exposição.

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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