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Um homem do século XIX previu a pandemia e deixou avisos sombrios sobre o que ainda vem aí

De tempos em tempos, surge uma lista de previsões antigas circulando como se fosse “print do futuro”. Algumas desaparecem rápido; outras ganham força porque parecem encaixar direitinho em acontecimentos reais.

No caso de Mitar Tarabich, o interesse cresce por um motivo simples: há passagens atribuídas a ele que muita gente interpreta como antecipações de guerras, transformações tecnológicas e até de uma grande crise sanitária.

Tarabich foi um camponês da vila de Kremna, na Sérvia, e viveu no século XIX (1829–1899). Ele não deixou livros publicados, nem tinha formação acadêmica.

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O que chegou até hoje veio por um caminho bem diferente: o registro feito por seu padrinho, o padre ortodoxo Zaharije Zaharich, que teria anotado as visões em um caderno ao longo dos anos.

Esse caderno, segundo a tradição local, passou por um momento crítico durante a Segunda Guerra: em 1943, teria sido danificado por fogo durante a ocupação búlgara, mas não se perdeu por completo e acabou voltando para a família do padre.

É justamente essa “história do manuscrito” que alimenta tanto a curiosidade quanto as dúvidas: como o conteúdo foi preservado, quem teve acesso, o que pode ter sido reescrito e o quanto foi reinterpretado depois que os fatos aconteceram.

Mesmo com esse ponto de interrogação, há trechos que chamam atenção por coincidirem com viradas políticas na própria Sérvia.

Um dos exemplos mais citados é a previsão sobre a troca de poder após o assassinato do rei Alexandre e da rainha Draga, em 1903, seguida da ascensão da dinastia Karađorđević.

Para quem defende a credibilidade do material, esse encaixe ajuda a sustentar o restante do pacote.

As páginas atribuídas a Tarabich também descrevem um ciclo de conflitos em sequência: uma grande guerra com destruição pesada e, pouco depois, outra.

Os defensores dessas profecias ligam essa narrativa ao que se tornou a Primeira Guerra Mundial em 1914, com o ataque austro-húngaro à Sérvia, e ao avanço de forças vindas do norte no ano seguinte, quando a pressão militar sobre o território sérvio aumentou e a situação civil piorou.

Há ainda uma passagem sobre a Rússia evitando entrar em combate no começo, mas reagindo quando atacada, sob um “czar vermelho”.

A leitura comum disso aponta para a União Soviética na Segunda Guerra Mundial: neutralidade inicial, invasão nazista em 22 de junho de 1941 e contra-ataque sob Stalin.

Em outra linha, surge a ideia de alianças “além-mar” que ajudariam a derrotar o símbolo associado ao nazismo, algo que muitos conectam ao bloco dos Aliados e ao desfecho de 1945.

Em vez de focar só em guerra, parte do texto vai para mudanças de vida cotidiana.

Aparecem descrições de deslocamento sem tração animal, viagens pelo céu e a possibilidade de “ver” acontecimentos distantes por meio de um aparelho com imagens, o que muita gente associa ao avanço do automóvel, da aviação e da televisão (especialmente notícias transmitidas para milhões).

Também existe um trecho sobre perfurações profundas para extrair um “ouro” que dá energia, acelera tudo e fere a Terra — leitura frequentemente ligada ao petróleo e ao impacto ambiental de exploração e queima de combustíveis fósseis.

O ponto que faz o apelido “o homem que previu a pandemia” colar é a menção a uma doença estranha se espalhando e à sensação de que ninguém encontraria a solução certa, apesar de muita gente se declarar especialista.

É fácil ver por que isso virou isca perfeita depois de 2020: combina com a experiência global de incerteza, disputa de versões, excesso de opinião e a busca por respostas rápidas.

Só que o texto, do jeito que circula, é amplo o suficiente para caber em diferentes crises sanitárias — e também pode ser lido como crítica social a arrogância intelectual e desinformação, mais do que como diagnóstico médico.

Já a parte “preocupante” aparece quando as profecias entram em armas “estranhas” capazes de derrubar pessoas sem necessariamente causar mortes diretas, provocando um estado semelhante a sono ou apagão coletivo.

O público atual costuma interpretar isso como metáfora para tecnologias modernas de guerra (química, biológica, radiação, armas incapacitantes) ou até como uma imagem de sociedades paralisadas por medo, manipulação e colapso de rotina.

O detalhe mais inquietante, nessa leitura, é a mensagem central: conflitos futuros poderiam depender menos de força bruta visível e mais de mecanismos que neutralizam populações e exércitos por efeitos difíceis de entender na hora.

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Gabriel Pietro

Redator com mais de uma década de experiência.

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