Quando Leo Jaime canta “… ainda encontro a fórmula do amor…”, ouço esse verso mais como um desejo de acertar e uma esperança de que exista um caminho para fazer dar certo do que a crença de que realmente possa existir uma fórmula mágica.
Porque é fato que não existe mágica no amor. Exceto no sentido poético. E isso é ótimo, porque nos provoca a crescer, a aprender mais sobre quem somos neste encontro tão importante e de que forma podemos ser mais íntegros e felizes com quem amamos!
Mas, felizmente, existem detalhes, percepções e aprendizados que podem nos levar para um novo nível de qualidade, entrega e satisfação na vida a dois. Existem pequenos ajustes que podemos fazer para alcançar novos resultados na conversa, na intimidade e na admiração um pelo outro.
E depois de muito ouvir e ler sobre as dores dos casais e até das pessoas que gostariam de viver uma história de amor dessas que valem a pena, mas por qualquer razão não conseguem, cheguei a conclusão de que com apenas três chaves (ou atitudes) é possível evitar crises desnecessárias e sem fundamento.
Sim, porque é absurdo o número de casais que se separa por descuidos banais, por negligências que poderiam ter sido facilmente evitadas, por mera falta de atenção no dia a dia. E quanta dor e sofrimento poderiam não acontecer…
As três chaves…
Quando você entende que toda escolha significa renúncias, é porque já se tornou gente grande. Mas isso não é ruim, como muitos casais costumam acreditar. Estar com alguém até significa abrir mão de vários comportamentos de quando a gente está solteira, mas significa também viver momentos muito bons, de cumplicidade, carinho e afeto. Se esse relacionamento é a sua escolha, então vocês tendem a ganhar muito e você se torna muito mais disponível para lidar com as diferenças e aprender com elas.
Estranho como a gente entende que precisa se dedicar ao trabalho, a um curso, a academia, mas se esquece que é preciso se dedicar também ao relacionamento com quem a gente ama. E isso significa abrir espaço na agenda para ficar junto, dar atenção, conversar, passear, olhar nos olhos, se conectar de verdade com a pessoa amada. Parece fácil, mas é um dos detalhes mais abandonados na convivência. E o pior é que muitos acreditam que basta morar junto, dormir junto, acordar todo dia um ao lado do outro. Não basta. É muito mais que isso. Tem a ver com querer, se interessar, perguntar, ouvir. Tem a ver com namorar, amar e, sobretudo, mostrar! Quem ama, mostra!
De tempos em tempos, fazemos check up médico, revisão no carro, reforma na casa, atualização profissional, etc. Mas, estranhamente, a maioria das pessoas só faz revisão no relacionamento quando a situação está feia. Quando a crise já se instalou de um jeito que é difícil resgatar a confiança, o desejo, a intimidade. Não pode! É preciso rever comportamentos e atitudes de tempos em tempos. É preciso voltar a fazer o que fazia de encantador no início do relacionamento. E também deixar de fazer o que antes não fazia e que agora incomoda. É preciso se cuidar e se arrumar para o outro, ouvir o que ele está pedindo, abrir mão de algumas coisas pelo bem da convivência. Amar também é fazer concessões.
Enfim, se você conseguir usar essas três chaves, ainda que nem sempre – mas sempre que possível – começando o quanto antes, e não somente quando a crise chegar, eu garanto que você será muito mais feliz e realizado no amor! Que tal tentar?
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