TERMINAL
O passarinho estava ali,
sob a mesa há pouco desocupada
por um casal desencontrado.
Ele ciscava o chão
e comia passados.
Fagulhas de pão, fragmentos de sonho,
restolhos de dor,
partículas pequeninas de esperança.
Seu interior é uma mistura minha
do não sabido e do inventado
no ardor e no alívio
do sereno sacrifício do amar.
E quando ele voa
para as bandas de outros tempos
também ele sangra em meu pensamento.
E nem se sabe flagrado e findo
nas telas tênues do vento.
Nara Rúbia Ribeiro
28-01-2014
Escritora, advogada e professora universitária.
Administradora da página oficial do escritor moçambicano Mia Couto.
No Facebook: Escritos de Nara Rúbia Ribeiro
Mia Couto oficial
A primeira hora do dia costuma ser tratada no automático: levantar correndo, resolver pendências e…
Se você começou a ver manchas se mexendo na visão, este alerta de oftalmologista pode…
O autismo pode começar antes do nascimento? Estudo traz nova pista
Você lembra dela? Atriz de olhar inesquecível surge aos 77 sem plástica e chama atenção
Quem vê hoje nem acredita: a atriz mais bonita de Hollywood surgiu aos 86 anos…
O motivo de seu corpo reagir diferente pode estar aqui — descubra qual é o…