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Rachadura colossal corta 13 países da África e cientistas dizem que um novo oceano já começou a nascer – veja fotos!

Se você olhar para o mapa do leste africano e achar que ele parece “estável”, a geologia discorda. Existe ali uma linha de ruptura em andamento — lenta, contínua e real — que está esticando o continente por dentro.

A National Geographic destacou que a África passa por um processo de separação entre duas partes da sua placa tectônica: a subplaca Núbia e a subplaca Somali, que vêm se afastando ao longo do tempo.

Essa abertura não é um evento repentino: é um movimento que começou há milhões de anos e segue ativo, com sinais claros em algumas áreas.

O ponto mais conhecido dessa movimentação é a região de Afar, no norte da Etiópia, onde o terreno já dá pistas do que acontece em profundidade. A partir dali, o processo avança em direção ao sul, acompanhando uma grande faixa de falhas e vulcões.

A “espinha dorsal” dessa mudança é o Sistema do Rift da África Oriental (EARS), uma enorme zona de fraturas onde a crosta terrestre está sendo puxada e afinada.

É um corredor geologicamente intenso, marcado por terremotos, vulcanismo e deformações do solo — o tipo de lugar onde a superfície pode rachar, afundar ou se deslocar alguns centímetros sem pedir licença.

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A fenda atravessa, total ou parcialmente, 13 países:

  • Etiópia
  • Quênia
  • Tanzânia
  • Uganda
  • Ruanda
  • Burundi
  • República Democrática do Congo (RDC)
  • Djibuti
  • Eritreia
  • Malawi
  • Moçambique
  • Somália (partes)
  • Zâmbia (partes)

O motor desse “rasgo” é a separação progressiva entre as placas, alimentada por calor vindo do interior da Terra. Em várias áreas, o magma sobe, pressiona a crosta e facilita o surgimento de falhas; em outras, o solo simplesmente estica até ceder.

Com o tempo, esse alongamento tende a rebaixar regiões inteiras, criando depressões que podem ser ocupadas por água — primeiro por lagos, depois por braços de mar, e, num cenário de escala geológica, por um oceano novo.

Mesmo com essa lentidão, já existem efeitos práticos. Em trechos do Quênia e de outros pontos do rift, fissuras e deslocamentos do terreno já causaram danos em estradas e estruturas, além de exigir monitoramento constante por causa de terremotos e vulcões.

Para quem vive ali, não é “curiosidade científica”: é um fenômeno que interfere em deslocamento, obras, segurança e planejamento urbano.

Esse tipo de separação entre placas não é novidade na história do planeta. Uma dinâmica parecida aconteceu quando África e América do Sul se afastaram, processo que abriu o Atlântico.

A diferença é que agora dá para acompanhar com medições modernas e registros frequentes — e entender, com mais clareza, como um continente começa a se dividir antes mesmo de virar mar.

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Fonte: NatGeo

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Gabriel Pietro

Gabriel Pietro tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 12 mil textos assinados até aqui.

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