A rapper Karol Conká foi eliminada do BBB21 nesta terça-feira (23) com 99,17% dos votos, um recorde de rejeição na história do programa. Entretanto, o índice parece não ter abalado a cantora, que se manteve firme e serena em conversa com Tiago Leyfert minutos após deixar o reality. A postura dela foi interpretada por muitos fãs do programa como frieza.
Em conversa com a presentadora Fátima Bernardes no programa ‘Encontro’ desta quarta-feira (24), o psicólogo Alexandre Coimbra fez uma análise sobre o comportamento de Karol dentro e fora do BBB.
“As pessoas são muito mais do que se apresentam, e, particularmente, nesse momento em que todo o mundo está vivendo um BBB às avessas, um confinamento imposto pela pandemia, quem nunca transbordou as suas emoções sobre as pessoas próximas?”, levantou a questão.
O psicólogo ainda comentou sobre a cultura de não demonstrar fraqueza e o julgamento hostil do público.
“Expressar tristeza ainda é visto como algo fraco, as pessoas não querem parecer frágeis. Não à toa, quando uma pessoa morre desejamos força aos familiares e amigos. Na análise entra também o fato de Karol ser uma mulher negra. Mulheres pretas crescem assistindo a cenas racistas que fazem com que possam endurecer na forma de responder as críticas.”
“Julgar a Karol é um exercício perigoso, pois não estamos na pele dela. Como público, essa história nos convida a um posicionamento rico que é como lidamos com o erro do outro.Você a cancelaria se ela fosse a sua filha ou irmã? Você daria voz para se retratar e e se refazer.”
Sobre os gatilhos admitidos por Karol, que desencadearam suas explosões na casa, o psicólogo ressaltou que eles não são percebidos na hora, e que a sister merece acolhimento.
“Não nos damos conta dos gatilhos na hora em que acontecem, depois que explodimos que vamos entender o que aconteceu para chegarmos a tal ponto. Esse é o processo que a Karol vai viver agora, fora da casa, e onde merece acolhimento.”
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Redação Conti Outra, com informações de GShow.
Foto destacada: Reprodução/TV Globo.
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