Estudo da Universidade de Liverpool revela que ler clássicos pode ajudar em tratamentos psicológicos
Você já podia imaginar, mas agora está comprovado cientificamente: ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos psicológicos do que livros de autoajuda. E mais: textos de autores clássicos como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, mesmo quando de difícil compreensão, estimulam a atividade cerebral de modo muito mais profundo e duradouro do que textos mais simples e coloquiais.
A pesquisa que trouxe tais resultados foi elaborada por especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa, e apresentada pela Universidade de Liverpool nesta terça-feira, dia 5. Segundo os autores, a atividade do cérebro “dispara” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano. Esses estímulos se mantêm durante algum tempo, potencializando a atenção do indivíduo.
Os especialistas descobriram também que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda, já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas. “A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.
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