Quando a maratona de comédias românticas perde fôlego, um k-drama de tribunal com sangue frio na veia é exatamente o empurrão que faltava. Juvenile Justice ocupa esse espaço com folga: lançado em 2022, virou conversa global ao colocar o espectador cara a cara com decisões que ninguém gostaria de assinar.
Logo de saída, a série apresenta Shim Eun-seok, juíza brilhante e temida por sua franqueza cortante. Ela não disfarça: despreza jovens infratores e defende punições duras, sem apelo emocional. A postura, que parece inabalável, é testada quando ela é transferida para a Vara da Infância e Juventude.
No novo fórum, Eun-seok enfrenta, dia após dia, processos que vão muito além do texto frio da lei. Cada audiência traz famílias desestruturadas, escolas omissas, comunidades exaustas e um Estado que nem sempre chega a tempo. A juíza, acostumada a separar preto e branco, começa a esbarrar nos tons de cinza.
Leia também: Toni Collette rouba a cena e entrega tudo em nova série que estreou essa semana na Netflix
A partir daí, a série aciona sua engrenagem mais incômoda: quanto pesa a responsabilidade de um adolescente em um ambiente que falhou com ele desde o começo?
Juvenile Justice não procura absolvições fáceis; cobra coerência do sistema e cobra também de quem julga. O espectador acompanha, caso a caso, o atrito entre punição exemplar e medidas que realmente mudam trajetórias.
O texto é de Kim Min-seok, nome conhecido por projetos populares como Mr. Plankton, Apaixonados na Cidade e Falling for Challenge. Ele retorna em breve com Ruídos (previsto para 9 de outubro), mas aqui já entrega um roteiro que equilibra procedimento jurídico com fricção moral suficiente para acionar discussões fora da tela.
Quem segura o eixo dramático é Kim Hye-soo, afiada como Eun-seok. A atriz transita entre dureza e vulnerabilidade sem perder o controle — e isso dá credibilidade às viradas da personagem.
Sua carreira tem pedigrê: Signal, A Menina do Guarda-Volume e o cultuado Três Extremos (2002) estão no currículo, e o acúmulo de experiência aparece em cada interrogatório.
Kim Mu-yeol, como Cha Tae-joo, funciona como contrapeso ético e pragmático, forçando debates que o público quer ouvir, mas que a protagonista evita. Lee Sung-min, no papel de Kang Won-joong, completa o trio com autoridade discreta e presença constante, mantendo a sala de audiências sob tensão mesmo nos silêncios.
Visualmente, a série aposta em corredores austeros, salas sem ornamentos e closes que prendem a respiração durante depoimentos. Nada é gratuito: a mise-en-scène seca combina com o peso das decisões e com o desconforto que a trama quer causar.
Se você busca um dorama que provoque, que exponha rachaduras de um sistema e que transforme cada sentença em pergunta, Juvenile Justice entrega o choque — e pede que você não olhe para outro lado. Disponível na Netflix.
Leia também: Clássico do cinema com Denzel Washington acaba de chegar à Netflix e já dispara no top mais assistidos
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
Existe um momento silencioso, pouco comentado, em que uma pessoa percebe que talvez não consiga…
Existe uma ideia muito comum — e silenciosamente cruel — de que sofrimento emocional melhora…
psicólogo online fim de semana, terapia online fim de semana, atendimento psicológico fim de semana,…
Nem todo sofrimento emocional surge em horários previsíveis. Muitas pessoas relatam que os momentos mais…
Há momentos em que o sofrimento emocional não aparece de forma gradual. Ele chega intenso,…
O atendimento psicológico imediato é uma modalidade de cuidado emocional voltada para momentos em que…