Por muito tempo, eu nutri essa ilusão. Já esperei ser curada por alguém, quando minha autoestima era zero e, já acreditei que o meu amor pudesse curar quem se sentia um zero à esquerda. Eu me desfiz dessa crença, já faz algum tempo.
O amor cura, sim, feridas que outras pessoas causam. Contudo, se o ferido não tiver a autoestima bem alicerçada, o amor do outro não terá esse efeito. Porque uma coisa é você estar ferido por consequência de uma determinada situação; outra coisa é você ter um péssimo conceito de si mesmo(a) ao ponto de não se sentir merecedor(a) de ser amado(a).
Se você está inteiro e inicia um relacionamento com alguém que se sente indigno de ser amado, nada do que você fizer será o suficiente. Você pode ofertar o seu melhor todos os dias, não vai adiantar, a pessoa não saberá lidar com a sua entrega. Ela sempre vai achar que ‘tá bom demais para ser verdade’ e, para provar que a paranoia dela faz sentido, ela fará de tudo para sabotar a relação.
Ela vai buscar algum indício, seja lá o que for, para mostrar que você não está fazendo o suficiente. E, caso ela não encontre nada no presente, ela vai fuçar o seu passado, especialmente, nas redes sociais, para trazer algum dissabor. Ela vai encontrar uma curtida que você deu numa foto de 8 anos atrás e, fará disso um motivo para uma grande crise entre vocês.
A relação será aquela gangorra, aquele sobe e desce, alternando dois dias de bem-estar com uma semana de aborrecimentos. Até chegar num ponto em que, de tanto desgaste, você vai abandonar o barco, mesmo gostando muito da pessoa. A outra parte, vai chorar, se vitimizar e sair dizendo a plenos pulmões: “Eu não tenho sorte no amor”!
Uma pessoa, antes de iniciar uma nova relação, deve fazer um balanço de como está a autoestima. É preciso investir em autoconhecimento e, se for o caso, buscar ajudar profissional. Não adianta mudar de parceiro, se ainda não aprendeu a se relacionar.
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Photo by Douglas Lima from Pexels
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