Era o que faltava. Tanta coisa com que implicar e tem gente perseguindo quem fala de amor. Deixemos de coisa, vai. Ô, espécie estranha somos nós!
Ora nos queixamos de que o povo só alimenta o ódio quando lê maldade, fofoca, futilidade, ora reclamamos que tem gente demais falando de amor. Bendita falta do que fazer!
Cá pra nós, é melhor o mundo todo falando de amor que meia dúzia falando mal de todo mundo. É tão óbvio! Mas não. Tem sempre um gênio dedicado à masturbação pseudo-filosófica com questões do gênero “tem muita gente dizendo que ama e pouca gente sabendo amar” num chatíssimo tom acusatório, generalizando como se todos os que ousam falar de sentimentos fossem alienados, hipócritas ou enganadores.
Se estão “sabendo amar” ou não, quem sabe? Quem pode afirmar? Ninguém! Deixa o povo falar de amor, ué! Lê e ouve quem quer! Melhor falar de amor que encher a cabeça de minhoca e sair por aí odiando quem passa na frente.
Concordo. Tem gente que fala uma coisa e faz outra. Tagarela que ama aqui e odeia na prática ali. Acontece muito. Mas isso não torna falar de amor uma coisa ruim.
Generalizar desse jeito é feio. É insistir na confusão. É entrar numa casa barulhenta, repleta de pessoas berrando, e gritar mais alto ainda. Pura desonestidade intelectual. Questão de caráter. Mau caráter.
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