O medo do abandono é uma das dores emocionais mais profundas e silenciosas que uma pessoa pode carregar. Ele nem sempre se manifesta de forma explícita, mas costuma aparecer nos relacionamentos amorosos, nas amizades e até no ambiente de trabalho, sob a forma de ansiedade intensa, necessidade constante de aprovação, hipervigilância emocional e sofrimento diante de qualquer sinal de afastamento.
Embora muitas pessoas tentem racionalizar esse medo, dizendo a si mesmas que estão exagerando, a experiência clínica mostra que o medo do abandono raramente nasce no presente. Ele costuma estar ligado a experiências emocionais precoces que deixaram marcas profundas na forma como o indivíduo se percebe e se relaciona.
Do ponto de vista psicológico, o medo do abandono não se resume ao receio de ficar sozinho. Ele está associado à vivência de que ser deixado equivale a perder valor, identidade ou segurança emocional. Pesquisas em teoria do apego indicam que experiências precoces de instabilidade, rejeição emocional ou indisponibilidade afetiva podem gerar padrões de apego ansioso, nos quais o vínculo é vivido como frágil e sempre ameaçado (Bowlby).
Na vida adulta, isso pode se traduzir em pensamentos recorrentes como: “se eu for quem realmente sou, serei deixado”, “se o outro me conhecer melhor, vai embora” ou “preciso me esforçar muito para não ser abandonado”. Mesmo quando não há sinais reais de rejeição, o corpo reage como se o abandono fosse iminente.
Essas reações intensas não são falta de maturidade emocional, mas respostas condicionadas a experiências traumáticas que não foram plenamente elaboradas.
A psicologia do trauma compreende que uma experiência se torna traumática não apenas pela sua gravidade objetiva, mas pela incapacidade psíquica de processá-la no momento em que ocorreu. Segundo van der Kolk , memórias traumáticas tendem a permanecer ativas no sistema nervoso, sendo reativadas sempre que a pessoa vivencia algo que, mesmo simbolicamente, remeta à experiência original.
No caso do medo do abandono, situações como silêncio do outro, demora em respostas, conflitos ou mudanças no comportamento podem acionar respostas emocionais desproporcionais, como angústia intensa, desespero, pensamentos catastróficos e medo de perder o vínculo. A pessoa sabe que está sofrendo “demais”, mas não consegue evitar.
Isso acontece porque o medo não está apenas no pensamento consciente, mas registrado em redes emocionais profundas do cérebro.
A Terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) é uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências científicas, amplamente utilizada no tratamento de traumas emocionais. Desenvolvida por Francine Shapiro, o EMDR é recomendado por instituições como a Organização Mundial da Saúde para o tratamento de experiências traumáticas.
O EMDR atua a partir do Modelo de Processamento Adaptativo da Informação, que entende que o cérebro possui um sistema natural de cura psicológica. Quando uma experiência de abandono, rejeição ou perda não é adequadamente processada, ela fica armazenada de forma disfuncional, mantendo emoções intensas, crenças negativas sobre si mesmo e reações automáticas (Shapiro, 2018).
Estudos científicos demonstram que o EMDR é eficaz na redução de sintomas de ansiedade, sofrimento relacional e crenças negativas associadas ao medo de abandono, promovendo maior estabilidade emocional e sensação de segurança interna (Chen et al., 2014; Lewis et al., 2020).
A psicóloga Josie Conti atua clinicamente no tratamento de traumas emocionais, com especial atenção às manifestações do medo do abandono na vida adulta. Utilizando o EMDR como uma das suas principais abordagens terapêutica, seu trabalho é voltado para ajudar o paciente a compreender como experiências passadas moldaram sua forma de amar, se vincular e se perceber.
No processo terapêutico, Josie Conti auxilia seus pacientes a identificar memórias emocionais ligadas a experiências de abandono real ou emocional — muitas vezes sutis — e a ressignificá-las de maneira segura, respeitando o ritmo de cada pessoa. O objetivo não é eliminar o medo à força, mas permitir que ele perca sua intensidade e deixe de comandar escolhas e relacionamentos.
A prática clínica mostra que, à medida que essas memórias são processadas, o paciente passa a vivenciar relações com mais autonomia emocional, menos ansiedade e maior confiança em si e no outro.
A psicóloga Josie Conti realiza atendimentos presenciais em Socorro-SP e também oferece psicoterapia online, possibilitando acesso ao tratamento especializado em trauma e EMDR para pessoas de diferentes regiões.
A terapia online segue critérios éticos e técnicos rigorosos e tem se mostrado eficaz no tratamento do medo do abandono, especialmente para pacientes que buscam flexibilidade, continuidade e um espaço seguro para elaborar suas experiências emocionais.
Se você percebe que vive relacionamentos com medo constante de ser deixado, sente ansiedade intensa diante de afastamentos reais ou imaginados, ou identifica padrões repetitivos de sofrimento emocional, isso pode indicar que o medo do abandono está enraizado em experiências traumáticas não elaboradas.
A psicoterapia, especialmente quando baseada em abordagens como o EMDR, oferece caminhos eficazes para transformar essas vivências, promovendo maior segurança emocional e relações mais saudáveis.
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