Uma virada intensa no padrão de tempo está no radar para o começo de dezembro, segundo a Meteored.
A combinação entre a formação de um ciclone e a atuação da ZCAS deve espalhar temporais, rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e acumulados de chuva perto dos 160 mm em alguns pontos do país, o suficiente para causar transtornos em áreas urbanas e rurais.
Até segunda-feira (8), o cenário ainda é de tempo firme na maior parte da região Sul e em áreas do Sudeste. É nesse dia que começa o processo de ciclogênese, ou seja, o desenvolvimento do ciclone.
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De acordo com os meteorologistas, as primeiras tempestades mais fortes tendem a se concentrar no oeste do Rio Grande do Sul, com pancadas intensas e risco de vento forte já nas primeiras horas de atuação do sistema.
O meteorologista Matheus Manente, da Meteored, explica que uma área de baixa pressão vai se aprofundar sobre o Sul do Brasil, organizando a atmosfera para o surgimento de um ciclone mais intenso e de uma frente fria associada.
Esse conjunto é o que favorece a formação de tempestades severas, com nuvens carregadas, queda brusca de pressão e possibilidade de tempo muito instável em grande parte da região.
Na terça-feira (9), o sistema avança e passa a influenciar outros estados. A projeção é de temporais com potencial para alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, principalmente em áreas mais vulneráveis. Também há chance de queda de granizo em pontos isolados ao longo da atuação da frente fria.
Entre os dias 8 e 15 de dezembro, a Meteored destaca que a chuva volumosa deve se concentrar, principalmente, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e no oeste de Minas Gerais.
Nessas áreas, os acumulados podem se somar ao longo de vários dias seguidos de instabilidade, aumentando o risco de problemas como enxurradas e interrupções em estradas.
Depois da formação mais organizada do ciclone na terça, a tendência é que a chuva perca força no Sul já na quarta-feira (10). Para quinta-feira (11), a previsão indica um período de tempo firme na maior parte da região Sul, com sol predominando e ar mais seco voltando a ganhar espaço.
Isso não significa trégua geral: as tempestades continuam atuando sobre o extremo norte do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo por causa do avanço da frente fria em direção ao interior do país. Nessas áreas, seguem valendo os alertas para temporais, rajadas de vento e chuva frequente.
Ao longo da semana, o sistema deve organizar uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Esse corredor de umidade ajuda a manter a chuva intensa e persistente sobre partes do Sudeste e do Centro-Oeste, mantendo o cenário de tempo carregado e acumulados elevados de precipitação justamente nos estados que já estão na mira do ciclone.
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Fonte: TEMPO
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