JORNALISMO

Joana Prado e Vitor Belfort são acusados de intolerância religiosa após criticarem o carnaval

Joana Prado, que ficou conhecida na década de 90 como Feiticeira, e seu marido, o ex-lutador de MMA Vitor Belfort, viralizaram nas redes sociais após compartilharem um vídeo em que fazem críticas preconceituosas ao Carnaval. No conteúdo, o casal afirma que a festa popular envolve rituais de outras religiões, “invocação de demônios” e promove uma cultura contrária à vontade de Deus. As declarações geraram uma onda de reações negativas e acusações de intolerância religiosa.

No vídeo, Belfort relaciona o Carnaval a práticas de religiões de matriz africana, dizendo: “Envolve muito a cultura da macumba, envolve uma cultura espírita. Não é um lugar que pode misturar”. Já Joana Prado, que foi musa da Acadêmicos do Salgueiro no desfile de 2000 e capa da revista Playboy duas vezes, completou: “Existe ali um culto aos orixás, uma consagração a deuses, onde a invocação aos demônios acontece. Existe mesmo uma festa toda voltada para a carne, e a gente vê muito nítido, a exposição do corpo, as baterias, os tambores e todo o envolvimento”.

A ex-dançarina, que hoje se declara cristã, afirmou ainda que o Carnaval promove valores contrários aos princípios bíblicos. “Imoralidade, excessos, idolatria e um afastamento dos princípios bíblicos. Como cristãos, somos chamados a viver de maneira santa e separada do mundo. O Carnaval pode até parecer ‘só uma festa’, mas será que convém para alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?”, questionou Joana.

As declarações do casal não passaram despercebidas. O vídeo rapidamente viralizou e recebeu uma enxurrada de críticas nas redes sociais. Muitos internautas acusaram Joana e Belfort de intolerância religiosa e de racismo religioso. “O racismo não se expressa apenas na forma mais evidente, vinculado à aparência, cor da pele. Se expressa também na desqualificação dos saberes, espiritualidades, modos de vida, que não são brancos. Logo, temos aqui um exemplo bem acabado da prática do racismo religioso.”, escreveu um usuário do Instagram. Outros lembraram a trajetória de Joana como dançarina e musa de escola de samba, questionando a mudança de discurso.

A polêmica reacendeu o debate sobre a liberdade de expressão, o respeito às diversidades culturais e religiosas e os limites da crítica moralista. Enquanto alguns apoiaram o casal, a maioria das reações destacou a importância de respeitar as diferentes manifestações culturais que compõem a identidade brasileira.

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