Imagem de capa: Rimdah1/shutterstock
A gente mata um pedaço da gente quando deixamos passar o que é mais emergencial e inadiável em nós. A gente mata um pedaço da gente quando calamos a vontade de dizer, quando nos envergonhamos da nossa vulnerabilidade e represamos nossas lágrimas com um erguer bonito de queixo. A gente mata um pedaço da gente quando cambiamos o desiludir dos sonhos dos outros pela desilusão desportiva dos nossos.
A gente mata um pedaço da gente quando dividimos refeições por educação, quando transamos em troca de falsa autoestima, quando beijamos pra sarar o medo de ficar sozinho: o nosso e o dos outros. E no afã inútil de não ferir ninguém, e no desespero de salvar a nós mesmos, a gente vai se matando lentamente.
A gente mata um pedaço da gente a cada novo arrependimento sem tentativa, a cada vez que nos dizemos não sem motivo real. A gente mata um pedaço da gente quando deixamos o medo tomar o guidão e pegar embalo. A gente mata um pedaço da gente quando nos obrigamos a sair de casa, mas nossa vontade é apenas chorar ouvindo um disco da Gal.
Um dia alguém ensinou que é preciso lutar contra a tristeza que mora em nós. Levianamente não nos disseram que às vezes ela precisa ser vivida e não contornada como um copo quebrado no chão. Vez ou outra, é preciso atravessá-las devagar, com um respeito solene. A gente mata um pedaço da gente porque esquecemos que sentimento nenhum é acidental.
E assim, a gente vai matando um pedaço da gente até não restar mais pedaço nenhum pra juntar.
Quando Erin Brockovich chegou aos cinemas, em 2000, boa parte do público conheceu a ativista…
Aira Marie Brown ainda era uma criança pequena quando suas fotografias começaram a circular pela…
Em maio de 2006, Jennifer Aniston estava em plena divulgação de The Break-Up, comédia romântica…
Stephen Colbert se tornou um dos rostos mais conhecidos da televisão americana graças ao humor…
À primeira vista, a fotografia parece bastante comum: seis jovens estão sentadas lado a lado…
Nascida em 1953 no condado de Devon, na Inglaterra, Rosemary Letts parecia uma criança comum…