Marcel Camargo

Eu não fico mais implorando: ou a pessoa faz com vontade, ou nem precisa sair do lugar

Muitas coisas não dependem somente de nós. Vivemos em sociedade, em núcleos familiares, sociais, entre outros. Algumas atividades precisaremos fazer com a ajuda de alguém, existem lugares a que desejaremos ir acompanhados, há momentos que pedem companhia. Além disso, sempre tentamos alertar as pessoas que amamos sobre as responsabilidades que são delas.

Tomemos, como exemplo, os filhos, que precisam aprender a ser responsáveis e a correr atrás de seus sonhos. A gente quer que eles assumam tarefas, como lavar a louça, ajudar na arrumação do quarto, estudar, comer direito, dormir o suficiente. No entanto, por mais que os pais deem o exemplo, conversem e demonstrem a importância daquilo, o filho terá que agir por si próprio. Os exemplos vêm de fora, mas a vontade vem de dentro de cada um.

Em relacionamentos amorosos é semelhante. Enquanto a relação se desenvolve, vamos conversando e reajustando os encontros e desencontros entre nossas expectativas e a realidade que o outro nos devolve. Podemos ser fiéis, carinhosos, atenciosos, mas isso nunca será garantia de que a reciprocidade alcançará o parceiro. Por mais que a gente peça, insista, force, o outro só corresponderá de acordo com o que ele possui em seu coração. Queríamos que o retorno fosse na mesma medida, mas não dependerá de nós.

É lógico que não podemos negligenciar, já de início, a ajuda aos nossos queridos nesse sentido. Devemos tentar alertar sobre a necessidade de se lutar pelo que se quer, sobre comportamentos que possam estar os prejudicando em algum setor de suas vidas, sobre a importância de sair um pouco de si mesmo e enxergar as necessidades dos outros. Entretanto, por mais que orientemos e chamemos o outro para a realidade, a cartada final sempre será dele.

Portanto, tentar convencer é saudável, mas insistir com quem continua agindo como bem quer, sem pensar em mais ninguém, é perda de tempo, de paciência, de saúde física e mental. E, pior, tem gente que tenta conseguir o que quer com chantagens emocionais. Agir assim é faltar ao respeito com a própria dignidade. Não implore: ou a pessoa faz por vontade própria, ou é melhor que ela nem saia do lugar. Resguarde-se de gastar forças com quem não merece. E segue.

Imagem de Eszter Hornyai por Pixabay

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar". É colunista da CONTI outra desde outubro de 2015.

Recent Posts

Mary Ann Bevan aceitou ser exibida em público, e o motivo tinha relação direta com seus quatro filhos

Durante boa parte do fim do século XIX e do início do século XX, pessoas…

2 dias ago

Algumas das fotos mais interessantes de Diana não são as mais famosas e contam outra parte da história

Poucas figuras públicas foram fotografadas com tanta frequência quanto a princesa Diana, né? Durante os…

2 dias ago

A inesperada ‘revelação’ de uma apresentadora da Fox surpreende os telespectadores

Holly Morris passou 25 anos diante das câmeras da FOX 5, em Washington, e construiu…

2 dias ago

Uma cena sensual virou um dos momentos mais famosos do clássico com Jamie Lee Curtis, e por um detalhe fora do esperado

Quando True Lies chegou aos cinemas, em 1994, James Cameron já tinha no currículo filmes…

4 dias ago

Diana chorou ao se despedir de Charles, mas só anos depois explicou o que tinha acontecido antes

Uma das imagens mais conhecidas do início do relacionamento entre Diana Spencer e o então…

4 dias ago

Após o parto, o silêncio na sala fez esta mãe perceber que algo estava diferente com a filha

Durante a gravidez, os exames de Eliza Bahneman não indicavam que sua filha nasceria com…

4 dias ago